26/08/2026 03h30 Atualizado há 36 minutos
Nos últimos meses, críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) feitas pelos presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), além da crise pública que precedeu as pazes com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, colocaram o trio como alvo do bolsonarismo nas redes, em uma reciclagem da estratégia que classifica antigos aliados como "traidores". Nem sempre, porém, o movimento significa a "morte política" de quem entra na mira dessa artilharia, apontam especialistas ouvidos pelo GLOBO. Durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, membros da base como a ex-deputada federal Joice Hasselmann (Podemos) romperam com o clã e nunca mais se recuperaram politicamente. Por outro lado, houve também quem brigou e depois se reconciliou com o grupo, como o senador Sergio Moro (PL).
Os ataques à Zema ganharam fôlego quando o mineiro subiu o tom nas críticas à Flávio após a divulgação de áudios e mensagens nos quais o senador cobra dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiamento do filme “Dark Horse”. O ex-governador definiu o episódio como um “tapa na cara dos brasileiros do bem” e logo virou alvo do bolsonarismo. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), por exemplo, disse que Zema teve “uma postura vagabunda” e que criticava Flávio porque queria “estar no lugar” dele. Já o pré-candidato ao Senado Carlos Bolsonaro (PL) afirmou que Zema estaria “passando de todos os limites” e questionou onde estavam os parlamentares bolsonaristas “para defender a verdade”.







