Eleições 2026

A reconciliação pública entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro não foi resultado apenas de uma decisão dos dois. Nos bastidores, um grupo de aliados assumiu a missão de costurar um acordo capaz de encerrar uma crise que, por quase um mês, expôs divisões na família Bolsonaro e preocupou o PL. A articulação mobilizou diferentes lideranças do partido e aliados próximos da ex-primeira-dama e do pré-candidato à Presidência, em um esforço que durou semanas.

Segundo relatos de integrantes envolvidos nas negociações, quatro figuras tiveram papel central na operação: a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP); a senadora Damares Alves (Republicanos-DF); o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto; e o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio. Cada um trabalhou em uma frente para aproximar os dois lados e construir uma saída para o impasse.

Celina Leão foi responsável por abrir o canal de diálogo com Michelle. Aliada da ex-primeira-dama, a governadora teria convencido Michelle a aceitar a estratégia de uma reconciliação pública e ajudado a definir o formato da manifestação. A interlocução também incluiu orientações sobre qual deveria ser o gesto inicial de Flávio para tornar o acordo viável. Fontes ouvidas por CartaCapital afirmam que Damares Alves participou intensamente das conversas e dividiu com Celina o papel de principal ponte junto à ex-primeira-dama.