Três entidades lançam nesta terça-feira (25), em Brasília, um documento para pressionar a próxima gestão federal a fechar o cerco contra as big techs. Elas afirmam que as empresas fazem vista grossa ao ECA Digital, e que crianças e adolescentes seguem enfrentando riscos à saúde física e mental ao navegar pelo ambiente digital.
A pressão ocorre após a morte de uma adolescente de 13 anos transmitida em uma live pelo Discord. O caso levou a ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) a proibir a ferramenta de transmissões ao vivo da plataforma, medida em vigor desde a semana passada.
O texto é assinado pelo IEPS (Instituto de Estudos para Políticas de Saúde) e pela Juntô, a Iniciativa Brasileira de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes. Sua construção contou com a participação de expoentes de dezenas de entidades, entre as quais estão a Umane e o Unicef.
O documento afirma que as plataformas continuam operando em modelo de retenção da atenção dos jovens e dificultando sua saída da tela. Ao mesmo tempo, expõem os usuários a conteúdo de ódio, desinformação e publicidade de bets. As instituições pedem ao próximo governo mudanças mais restritivas no funcionamento do algoritmo em contas de crianças e adolescentes e a adoção de padrões de design menos estimulantes pelas plataformas.













