A entrevista concedida com exclusividade à Folha por Miguel Díaz-Canel, líder da ditadura socialista cubana, é reveladora da situação na ilha caribenha, cuja população sofre os efeitos de uma política econômica anacrônica, agravados pela intensificação do embargo comercial dos Estados Unidos.
Díaz-Canel explica a pobreza e a decadência da atividade no país, sem negá-las, somente a partir das sanções americanas.
O embargo merece ser criticado por ser uma medida de força incompatível com a diplomacia pragmática, além de funcionar como desculpa perene do regime para debilidades da gestão pública e infrações de direitos políticos. Mas ele está longe de ser a única causa dos problemas.
No início, as restrições eram basicamente americanas. A partir de 1990, novas regras passaram a incluir operações envolvendo outras nações e Cuba. Mas isso nunca significou isolamento total. Diversos países mantiveram comércio e outras relações econômicas com a ilha.
A queda da URSS nos anos 1990 fez colapsar a economia cubana, altamente dependente de subsídios dos soviéticos —evidenciando o caráter insustentável do modelo econômico socialista.







