Secretário de Estado americano diz que empresas apoiam ‘máquina repressiva’ do regime; chanceler cubano afirma que medida tem ‘propósito deliberado de afetar’ a economia da ilha 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Um homem caminha por um local tradicionalmente visitado por turistas em Havana Velha, que parece vazio devido à falta de visitantes, em 9 de junho de 2026 — Foto: PABLO PORCIUNCULA / AFP Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira, novas sanções contra Cuba, em particular contra nove entidades, principalmente dos setores de mineração e metalurgia. Essas entidades, entre elas o Ministério da Construção, "apoiam a máquina repressiva do regime ao controlarem setores econômicos-chave", disse o secretário de Estado americano, Marco Rubio, que também anunciou sanções contra os dirigentes do Instituto Cubano de Amizade com os Povos. O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, respondeu no X que Rubio "continua punindo empresas cubanas com o propósito deliberado de afetar" a economia e impedir que o governo da ilha "garanta os serviços básicos à população". Washington acusa Cuba de financiar, particularmente por meio do Instituto, "uma ampla rede nos EUA destinada a identificar, recrutar e radicalizar elementos subversivos que operam principalmente sob o pretexto de intercâmbios educacionais ou culturais". Segundo Rubio, dias atrás "o regime tentou aproveitar o centenário de Fidel Castro para reativar essa rede subversiva, enviando a Havana uma nova brigada de simpatizantes internacionais, para que fizessem contato com autoridades do regime". O chefe da diplomacia americana, cujos pais são de origem cubana, é considerado o principal arquiteto da política de pressão máxima exercida pelo presidente americano, Donald Trump, sobre o governo da ilha. Os Estados Unidos impõem desde janeiro um embargo petroleiro de fato a Cuba, o que agravou a crise energética na ilha e causa apagões com regularidade. Também impuseram uma série de sanções drásticas dirigidas principalmente contra o conglomerado Gaesa, controlado pelos militares e fundado por Raúl Castro em 1995, que é um alvo central da política americana para Cuba.