Segundo Washington, empresas vinculadas à Gaesa ajudam a movimentar recursos do governo cubano; Havana reagiu acusando os EUA de ampliar o cerco econômico à ilha 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Vista do edifício da Gaesa, o principal conglomerado empresarial estatal de Cuba, estreitamente ligado ao setor militar — Foto: ADALBERTO ROQUE / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 16:53 EUA sancionam empresas ligadas a Gaesa e nora de Raúl Castro Os EUA impuseram sanções a cinco empresas ligadas ao conglomerado militar Gaesa e à nora de Raúl Castro, Annalie Lilliam Rueda Cardero. As medidas visam companhias como Almacenes Universales e instituições financeiras que, segundo Washington, movimentam fundos do regime cubano. Cuba acusou os EUA de apertar o cerco econômico à ilha, já afetada por um bloqueio petrolífero e uma crise econômica severa. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta terça-feira, sanções contra cinco companhias cubanas afiliadas ao conglomerado empresarial Gaesa, sob controle militar, bem como contra a esposa do filho de Raúl Castro, Annalie Lilliam Rueda Cardero. As empresas sancionadas são Almacenes Universales, a financeira Rafin, o Banco Financiero Internacional, além de duas empresas estatais do setor da mineração: a Geominera e a Empresa Siderúrgica José Martí, conhecida popularmente como Antillana de Acero, a maior siderúrgica do país. A Rafin e o Banco Financiero Internacional são "instituições financeiras vinculadas à Gaesa" encarregadas de "movimentar dinheiro em representação do regime", explicou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em um comunicado. A Almacenes Universales é a empresa logística da Gaesa, o grande conglomerado militar-empresarial que, segundo o Departamento de Estado, é a principal fonte de recursos do Estado cubano e que também é sancionada. "A Gaesa segue funcionando como o músculo financeiro por trás do aparato repressivo de segurança do regime cubano", assegurou Rubio no comunicado. Desde o começo do ano, a pressão de Washington sobre a ilha comunista, que vive sua pior crise econômica em décadas, vem crescendo. "O governo dos EUA, liderado por seu desonesto e mentiroso secretário de Estado, continua adotando medidas para apertar o cerco à economia de Cuba (...). O que esse indivíduo promove a partir da maior potência do mundo é um crime", reagiu no X o chanceler cubano, Bruno Rodríguez. Os EUA impõem, desde janeiro, um bloqueio petrolífero, que agravou os problemas energéticos na ilha. Além disso, aumentou nas últimas semanas a lista de empresas e personalidades do regime sob sanções. Em 5 de junho, o Departamento de Estado anunciou sanções contra o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e membros da família Castro. Alejandro Castro Espín, filho de Raúl Castro, líder histórico sobrevivente da Revolução de 1959, foi um dos sancionados. Rubio explicou que a esposa dele agora passa a fazer parte da lista. Alejandro Castro Espín, de 60 anos, foi um ator-chave nas negociações secretas entre Cuba e EUA que levaram ao restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países em 2015. Esta nova lista de sanções implica que todas estas empresas e pessoas não podem estabelecer nenhum tipo de relação econômica com pares nos EUA, nem acessar o sistema financeiro do país. Qualquer tipo de propriedade ou ativo nos EUA fica igualmente bloqueado. Segundo veículos de imprensa, parte da família política de Alejandro Castro Espín reside na Flórida.