Os Estados Unidos anunciaram, nesta segunda-feira (18), sanções contra ministros, membros da cúpula militar e os serviços de inteligência cubanos, como parte de sua política de pressão sobre a ilha comunista.

"Designei 11 hierarcas do regime cubano e três organizações governamentais, incluídos funcionários do regime e figuras militares vinculadas ao aparato de segurança de Cuba, muitos dos quais são responsáveis ou participaram da repressão do povo cubano", afirmou o secretário de Estado americano, Marco Rubio.

Entre os sancionados estão os ministros da Energia, da Justiça, das Comunicações e o presidente da Assembleia Nacional. Também entraram na lista o vice-ministro das Forças Armadas, comandantes do Exército, o chefe da contrainteligência militar, assim como a Direção Geral de Inteligência.

As sanções impedem que estes funcionários e entidades cubanos estabeleçam qualquer tipo de relação econômica com uma contraparte americana. "As designações de hoje restringem ainda mais a capacidade do regime cubano para suprimir a vontade do povo cubano. Podem ser esperadas novas medidas de sanções nos próximos dias e semanas", disse Rubio no comunicado.

O líder cubano, Miguel Díaz-Canel, reagiu à ação americana que, segundo ele, "persegue e ameaça" terceiros que desejam vender combustível para Cuba e a classificou de "imoral, ilegal e criminosa".