Chanceler cubano afirma que a ilha continuará aberta ao diálogo apesar das sanções e da política de pressão máxima adotada por Washington 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Um local tradicionalmente visitado por turistas em Vedado parece quase vazio devido à falta de visitantes em Havana, Cuba, no dia 9 de junho de 2026 — Foto: PABLO PORCIUNCULA / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 14:05 Cuba Reafirma Diálogo com EUA Apesar de Sanções e Pressões Cuba declarou que as negociações com os EUA não avançaram, mas reafirmou seu compromisso com o diálogo pacífico. O chanceler Bruno Rodríguez destacou que, apesar das sanções e pressão máxima de Washington, Havana permanece aberta ao diálogo. As relações deterioraram após sanções e bloqueios de petróleo. Cuba planeja discutir as sanções na ONU em julho, denunciando a intensificação das ações americanas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo de Cuba afirmou, nesta terça-feira, que meses de negociações com os Estados Unidos, que vem aplicando uma política de pressão máxima sobre a ilha na tentativa de provocar uma mudança política, não apresentam avanços. — As conversas entre os governos de Cuba e dos EUA não mostram progresso — declarou o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, durante uma coletiva de imprensa. Ainda assim, destacou que, "apesar de tudo isso", Havana "continuará disposta ao diálogo e à solução pacífica das divergências" com Washington. As relações entre Havana e Washington se deterioraram desde janeiro, após os EUA imporem um bloqueio ao fornecimento de petróleo para a ilha e novas sanções contra entidades e dirigentes cubanos. Apesar disso, os dois governos afirmam manter contatos diplomáticos, embora tratem com discrição o andamento das negociações. — Continuaremos dispostos ao diálogo, sem ilusões, sabendo que a conduta dos EUA e do Departamento de Estado (...) deve ser medida pelos fatos e pelas ações, que são o cerco rigoroso e as medidas adicionais do bloqueio — acrescentou Rodríguez. O chefe da diplomacia cubana também anunciou que solicitou um debate sobre as sanções americanas na Assembleia Geral da ONU no próximo dia 7 de julho. — Nesse dia, Cuba denunciará as ações agressivas do governo dos EUA contra nosso país, que incluem a ameaça de uma agressão militar direta — afirmou Rodríguez. — Trata-se de uma situação urgente porque a agressão multidimensional do governo dos EUA contra Cuba já está em curso e está se intensificando. Rodríguez denunciou ainda que os EUA pressionaram "diplomatas e autoridades de outros países" para impedir a realização do debate solicitado por Havana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considera que Cuba, localizada a cerca de 150 quilômetros da costa da Flórida, representa "uma ameaça extraordinária" à segurança nacional americana e já ameaçou, em diversas ocasiões, "assumir o controle" da ilha. Com o bloqueio ao fornecimento de petróleo para a ilha, a economia cubana, que já enfrenta o embargo americano desde 1962, chegou à beira do colapso, provocando apagões generalizados e escassez de alimentos, combustível, água potável e medicamentos.