Sob pressão das sanções dos EUA, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, promete reduzir restrições ao setor, acelerar novos negócios e atrair investimentos privados 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Um local tradicionalmente visitado por turistas em Vedado parece quase vazio devido à falta de visitantes em Havana, Cuba, no dia 9 de junho de 2026 — Foto: PABLO PORCIUNCULA / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/06/2026 - 12:19 Cuba Anuncia Reformas para Fortalecer Empresas Privadas e Enfrentar Crise Econômica O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, anunciou medidas para ampliar as atividades de empresas privadas como estratégia para enfrentar a crise econômica agravada pelas sanções dos EUA. As reformas incluem a aceleração e descentralização da aprovação de negócios, permitindo que empresas privadas invistam em igualdade com estrangeiros, além de planejar a reestruturação do funcionalismo público e a revisão do sistema de racionamento. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, anunciou nesta sexta-feira uma ampliação das atividades autorizadas para as empresas privadas no país, como parte das "prioridades" econômicas estudadas pelo governo para enfrentar a crise. Sob pressão devido ao bloqueio petrolífero imposto por Washington desde janeiro, o governo cubano anunciou nos últimos meses diversas reformas voltadas para uma maior abertura econômica. Miguel Díaz-Canel afirmou nesta sexta-feira que mais atividades serão autorizadas para as empresas privadas e que a aprovação de novos negócios será acelerada e descentralizada. — Para as formas de gestão não estatais, as atividades proibidas serão limitadas para que seu escopo de atuação seja o mais amplo possível — declarou o chefe de Estado em pronunciamento à imprensa nacional transmitido pela televisão estatal. — Está sendo realizado (...) um processo para aprovar, no menor tempo possível, todas as solicitações que estavam pendentes — assegurou. As empresas privadas, com até 100 funcionários, foram autorizadas em 2021 e ocupam um espaço cada vez maior na economia cubana. Desde fevereiro, elas passaram a ter acesso à importação de combustível, atividade que até então era centralizada pelo Estado. O governo também permitirá que empresários privados invistam na economia em igualdade de condições com investidores estrangeiros, vários dos quais deixaram recentemente o país por receio de sanções dos Estados Unidos. Díaz-Canel afirmou ainda que está sendo estudada a possibilidade de eliminar os intermediários estatais nas atividades de importação e exportação. O presidente reiterou a importância da "descentralização" das atividades econômicas e do fortalecimento da "autonomia das empresas estatais", que representam 80% da economia cubana. Além disso, anunciou uma "reestruturação da máquina estatal", com menos ministérios e uma "redução significativa" do número de servidores públicos, medida que deverá ser aprovada em julho pelo Parlamento. A redução do funcionalismo já havia sido anunciada há três anos, mas nunca foi implementada. Díaz-Canel também recordou o objetivo do Estado de reformular a "libreta" (cartão de racionamento), para que beneficie os mais pobres, e não toda a população cubana, marcada por desigualdades crescentes. Diversas reformas da conhecida "libreta" foram anunciadas ao longo dos últimos anos, mas ainda não saíram do papel. — Essas reformas serão discutidas e aprovadas muito em breve, de forma ágil — garantiu. — O país não está paralisado; o país enfrenta essa situação com inteligência — afirmou, em referência à política de máxima pressão adotada por Washington. Além do bloqueio petrolífero, os EUA impuseram diversas sanções à economia cubana. Essa situação agravou profundamente a crise econômica, social e energética enfrentada há vários anos pelo país, submetido ao embargo dos EUA desde 1962.