PUBLICIDADE Medidas apresentadas recentemente pelo presidente Miguel Díaz-Canel foram debatidas com representantes do Partido Comunista 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ex-presidente cubano, Raúl Castro — Foto: Ariel LEY ROYERO / ACN / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 21:34 Cuba: Raúl Castro apoia reformas de Díaz-Canel para atrair investimentos privados Raúl Castro aprovou um pacote de reformas econômicas em Cuba, proposto por Miguel Díaz-Canel, para enfrentar a crise agravada pelo embargo norte-americano. As medidas incluem abertura ao investimento privado e redução do Estado. Castro, mesmo sem cargo oficial, continua influente no regime cubano. As reformas visam atrair capital de cubanos no exterior e podem ser aprovadas em breve pela Assembleia Nacional. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ex-presidente cubano Raúl Castro aprovou, nesta quarta-feira, um pacote de reformas econômicas debatido por importantes representantes do Partido Comunista (PCC, o único partido legal) em Havana, com o objetivo de lidar com a crise na ilha, que sofre pressão de Washington. Castro, de 95 anos, não ocupa nenhum cargo oficial, mas continua sendo uma figura-chave no poder cubano. A Presidência informou, em sua conta nas redes sociais, que ele participou da reunião por videoconferência. Em uma carta assinada pelo ex-presidente e apresentada durante a reunião, Castro afirmou que transformar a economia "é o que mais beneficia a Revolução hoje". O comitê central do PCC analisou cerca de vinte propostas na sessão plenária extraordinária, que visam abrir mais setores ao investimento privado, atrair mais capital de cubanos residentes no exterior e reduzir o tamanho do Estado, em meio ao embargo de petróleo imposto pelos Estados Unidos à ilha desde janeiro. As reformas, apresentadas anteriormente pelo presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, podem ser aprovadas pela Assembleia Nacional já nesta quinta-feira, menos de uma semana após o seu anúncio. "Embora reconheçam os mecanismos de mercado como instrumentos para a alocação eficiente de recursos, não implicam de forma alguma o abandono da responsabilidade social do Estado", afirmou o primeiro-ministro, Manuel Marrero, citado pelo governo no X. No entanto, permanece incerto se essas medidas serão suficientes para satisfazer o presidente dos EUA, Donald Trump, que deixou claro que busca mudanças e sugeriu a possibilidade de "assumir o controle" da ilha, localizada a cerca de 150 quilômetros da Flórida. Após anos negando a magnitude do problema, o governo cubano parece compelido a agir diante da deterioração econômica, da pressão social e do crescente isolamento internacional, que limitam cada vez mais sua margem de manobra. O embargo de petróleo imposto por Trump em janeiro levou a economia cubana, já fragilizada, à beira do colapso, marcada por apagões que agora ultrapassam 30 horas e escassez de alimentos, combustível, água potável e medicamentos. Empresas privadas, autorizadas em 2021 e com permissão para empregar até 100 pessoas, tornaram-se um componente cada vez mais importante da economia. Díaz-Canel indicou que os cubanos — tanto na ilha quanto no exterior — terão as mesmas condições que os investidores estrangeiros, alguns dos quais se retiraram recentemente devido às sanções americanas. Ele também anunciou planos para reduzir o tamanho do Estado, diminuindo o número de ministérios e funcionários públicos.