O pacote de reformas econômicas aprovado pelo Parlamento de Cuba na quinta-feira (18), o maior desde a Revolução de 1959, deve beneficiar a combalida economia cubana, mas efeitos mais profundos, como a atração de investimentos estrangeiros, serão sentidos de forma lenta e gradual.
A avaliação é de especialistas em economia e relações internacionais, que apontam ainda que a velocidade das mudanças dependerá de como os Estados Unidos, responsáveis pelo bloqueio à economia de Cuba, reagirão às reformas.
Com o apoio do Partido Comunista, os parlamentares aprovaram por unanimidade, em uma reunião extraordinária, um amplo programa de reformas em favor do livre mercado, uma mudança inédita para a ilha comunista mergulhada em uma profunda crise econômica.
Entre as reformas destacam-se a transformação das empresas estatais em sociedades comerciais "por ações ou de participação", a autorização para empresas privadas com mais de 100 empregados, a participação de capital estrangeiro no setor privado e a abertura de contas em moeda estrangeira para pessoas físicas.
A agricultura, o turismo, o setor bancário e o mercado cambial ficarão abertos ao investimento privado, tanto nacional quanto estrangeiro. Os cubanos também poderão possuir mais de uma empresa privada e participações em outras sociedades. Além disso, será permitida a negociação salarial dentro das empresas.











