O primeiro-ministro cubano, Manuel Marrero, apresentou nesta quinta-feira 18 ao Parlamento um amplo programa de reformas em favor da economia de mercado, uma mudança inédita para a ilha, mergulhada em uma profunda crise econômica e sob pressão de Washington.
Marrero apresentou 176 propostas de reformas que abrangem numerosos setores da economia e que deverão ser aprovadas, após debate, pelos deputados da Assembleia Nacional do Poder Popular.
Essas propostas de caráter liberal incluem, entre outras, a organização das empresas privadas e estatais, o sistema bancário, o turismo, a agricultura, o investimento estrangeiro, os impostos, os salários e o mercado cambial.
“Trata-se do programa de reforma econômica mais profundo já anunciado nos últimos 70 anos da história econômica do país, desde a vitória da Revolução de 1959”, declarou à AFP o economista cubano Daniel Torralbas, radicado em Londres.
Três anos após a revolução liderada por Fidel Castro em 1959, as grandes empresas privadas, cubanas ou estrangeiras, foram nacionalizadas, seguidas pelos pequenos comércios e negócios familiares em 1968.










