Durante a Febraban Tech, Marcelo Noronha afirma serem necessárias medidas para dar sustentabilidade nas contas públicas, "independentemente de posições políticas" 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, defendeu nesta segunda-feira (24) que é necessário ouvir os candidatos sobre as propostas para política fiscal, "não seus assessores". Ele disse, durante a Febraban Tech 2026, promovida pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em São Paulo, que o evento é uma oportunidade de saber as ideias dos postulantes aos cargos políticos. Noronha afirmou que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) está atingindo quase 82% do Produto Interno Bruto (PIB), com trajetória ascendente. Ele disse serem necessárias medidas para dar sustentabilidade nas contas públicas, "independentemente de posições políticas". "A gente tem a oportunidade aqui de ouvir os candidatos, não seus assessores, sobre suas respectivas propostas para a política fiscal", disse, durante o evento. "O que a gente quer ver, efetivamente, é equilíbrio fiscal e um equilíbrio dessa dívida, para que não suba nessa proporção, em relação ao PIB", acrescentou. O CEO do Bradesco afirmou que, conversando com sua área de economia do banco, disse que há nove medidas políticas a serem adotadas que poderiam proporcionar um custo menor de R$ 250 bilhões na dívida. Ele disse que seria possível atingir uma economia de R$ 580 bilhões, ou 5% do PIB, segundo ele. Para o CEO do Bradesco, o Brasil deveria entrar em uma trajetória de crescimento perene, com geração de superávit nas contas para que haja o equilíbrio na trajetória do endividamento. "A gente tem alternativas. Eventualmente, você não aceitaria as nove [medidas]. Mas aceita sete. Agora, é preciso haver vontade política para fazer isso. E a gente precisa, não só as organizações e as empresas de uma forma geral, mas a sociedade precisa ouvir dos candidatos o que eles pretendem fazer para a gente ter esse horizonte entre o ano de 2027 e 2030, independentemente de posições políticas", defendeu Noronha. Marcelo Noronha, CEO do Bradesco — Foto: Divulgação