Em evento no Rio, Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, defendeu ajuste fiscal sem apresentar projeções de impacto e afirmou que o senador vai combater o fim da escala 6x1 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, coordenadora de economia da equipe de Flávio Bolsonaro, discursa em evento do grupo Lide no Rio — Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo Principal conselheira econômica do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, a administradora Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, anunciou hoje a composição da equipe de especialistas que ela vai liderar na elaboração de propostas para a economia a serem aprofundadas no programa do senador. Ao participar hoje do 25° Fórum Empresarial Lide, no Rio de Janeiro, Daniella delineou as principais ideias de Flávio para a economia se chegar ao Planalto, como a promoção de um ajuste nas contas públicas, e aproveitou para informar que a equipe de elaboração do programa de governo do PL foi reforçada por “seis PhDs” em economia. A ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, assessora econômica do candidato à presidência Flávio Bolsonaro, participou de evento no Rio — Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo Em seguida, a assessoria de imprensa da campanha anunciou sete nomes que se juntarão à própria Daniella e ao ex-ministro Adolfo Sachsida, que são cotados para liderar a equipe econômica em um eventual mandato de Flávio. Os nomes anunciados são: Alexandre Messa, doutor em Economia pela USP, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que foi da equipe econômica do ex-ministro Paulo Guedes no governo de Jair Bolsonaro (2019-2022)Alexandre Ywata, engenheiro pelo Instituto de Tecnologia Aeronáutica (ITA) e PhD em estatística pela Northwestern University (EUA), Engenheiro pelo ITA, que foi da equipe do ex-ministro Paulo GuedesAndrei Spacov, doutor em economia pela Universidade da Califórnia, em Berkely, com 22 anos de carreira no mercado financeiroArilton Teixeira, doutor em economia pela Universidade de Minnesota (EUA), que tem carreira acadêmicaEduardo Cavendish Carvalho, pós-graduado em avaliação de empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), com carreira no mercado financeiroMyrian Prado, mestre em economia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, foi da equipe do ex-ministro Paulo GuedesVladimir Kühl Teles, doutor em Economia pela Universidade de Brasília (UnB), com carreira acadêmica e no mercado financeiro No debate promovido pelo Lide, grupo empresarial criado pelo ex-governador de São Paulo João Dória, Daniella Marques afirmou que um eventual governo de Flávio Bolsonaro focará no ajuste fiscal, com enxugamento da máquina federal, o combate aos “privilégios” e “supersalários” e a digitalização dos serviços públicos. Se Flávio conseguir impedir a reeleição de Lula, o plano é negociar com o Congresso uma proposta de emenda à Constituição (PEC) ainda este ano, durante a eventual transição de governo, a ser negociada pelos colégios de líderes no Congresso, para fazer os primeiros ajustes, a exemplo do que fez Lula em 2022. Corte de ministérios A administradora, que foi assessora especial do ex-ministro da Economia Paulo Guedes e presidente da Caixa no governo de Jair Bolsonaro, afirmou que o plano de Flávio é repetir a redução da estrutura de governo feita por seu pai no poder, entre 2019 e 2022. Os mais de 30 ministérios que o governo Lula mantém hoje seriam reduzidos a algo entre 20 e 25 pastas em um governo de Flávio. E fez duras críticas à política econômica do governo de Lula: – Existe um modelo (da atual política econômica) de fazer, fundamentalmente, expansão de caixa, com transferência de renda, crédito e aumento de arrecadação. Isso pode estimular a demanda por um tempo, mas existe uma pergunta que sempre volta: quem é que paga essa conta? Sem projeções Apesar de defender um ajuste fiscal reiteradamente, Daniella evitou citar valores e estimativas de impacto. Nem mencionou medidas sobre gastos obrigatórios e indexados. Após o discurso, foi perguntada sobre eventual revisão na regra atual de reajuste do salário mínimo, que indexa a despesa bilionária do INSS com o reajuste do piso atrelado ao das aposentadorias. Ela respondeu que “a política é que vai decidir” sobre isso. Daniella também ressaltou a oposição do candidato do PL a uma das bandeiras mais populares da campanha de reeleição do presidente Lula: a proposta de emenda constitucional do fim da escala 6x1 e da jornada máxima semanal de 44 horas, instituindo um novo limite de 40 horas em no máximo cinco dias por semana, garantindo dois de folga ao trabalhador. Para a auxiliar de Flávio, que já se posicionou contra a proposta alinhando-se às queixas de entidades empresariais, trata-se de uma iniciativa demagógica, que não trará benefícios para as famílias brasileiras. – É um debate populista, inócuo na realidade atual das famílias brasileiras. O cara tem que ter liberdade para trabalhar o quanto ele quiser. É uma ficção dizer que está se concedendo alguma coisa (com a redução da jornada) enquanto quem produz não vai ter condição (de arcar com o aumento do custo de mão de obra). Vai ter um custo enorme em relação a isso – disse Daniella. Ela defendeu um modelo de livre negociação entre empregados e empregadores. – O problema não é a 6x1. O problema é a falta de liberdade do cidadão para discutir o seu contrato com o empregador, sem o Estado interferir. Então, somos a favor da liberdade e da ampliação dessa liberdade — afirmou a administradora, defendendo a livre negociação. – Deveríamos ter todas as jornadas permitidas, cabendo ao trabalhador e ao empregador decidirem de que forma eles querem construir os seus contratos
Conselheira econômica de Flávio anuncia time de especialistas para aprofundar propostas econômicas do candidato
Em evento no Rio, Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, defendeu ajuste fiscal sem apresentar projeções de impacto e afirmou que o senador vai combater o fim da escala 6x1









