Daniella Marques defende 'ampliar liberdade' para cidadão negociar contrato com empregador e afirma que haverá um 'custo enorme' para quem produz 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, assessora econômica do candidato á presidência Flávio Bolsonaro, participou de evento no Rio — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo/20-7-2022 A ex-presidente da Caixa Daniella Marques, responsável pela área econômica do programa do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL), criticou nesta sexta-feira a proposta de redução do limite semanal da jornada de trabalho, com o fim da escala 6 x 1. Para ela, trata-se de proposta “populista”, que é “inócua” na realidade da maioria das famílias brasileiras. – É um debate populista, inócuo na realidade atual das famílias brasileiras. O cara tem que ter liberdade para trabalhar o quanto ele quiser. É uma ficção dizer que está se concedendo alguma coisa (com a redução da jornada) enquanto quem produz não vai ter condição (de arcar com o aumento do custo de mão de obra). Vai ter um custo enorme em relação a isso. Daniella defendeu um modelo pelo qual o trabalhador "tenha liberdade para discutir o contrato com o empregador". – O problema não é a 6 x 1. O problema é a falta de liberdade do cidadão para discutir o seu contrato com o empregador, sem o Estado interferir. Então, somos a favor da liberdade e da ampliação dessa liberdade — afirmou. Para a coordenadora do programa econômico de Flávio Bolsonaro, a discussão não deveria ser sobre o limite da jornada. – Deveríamos ter todas as jornadas permitidas, cabendo ao trabalhador e ao empregador decidirem de que forma eles querem construir os seus contratos – afirmou Daniella, após participar de evento promovido no Rio pelo Lide, grupo empresarial criado pelo ex-governador de São Paulo João Dória. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apoia uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz o limite máximo da jornada de trabalho no país das atuais 44 horas por semana para 40 horas semanais, com pelo menos dois dias de folga por semana, acabando com a escala 6 x 1. Candidato à reeleição no pleito de outubro, Lula já sinalizou que defenderá a redução da jornada como bandeira de campanha.
Coordenadora de plano econômico de Flávio critica proposta de fim da jornada 6x1
Daniella Marques defende 'ampliar liberdade' para cidadão negociar contrato com empregador e afirma que haverá um 'custo enorme' para quem produz







