A PEC do fim da escala 6x1 é uma das principais pautas do presidente Lula (PT) e tem sido criticada pelo entorno de Flávio Bolsonaro; Daniella Marques é da equipe do presidenciável 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Coordenadora do plano econômico de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques — Foto: EDU ANDRADE/Ascom/ME Ex-presidente da Caixa Econômica Federal e coordenadora do plano econômico do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques criticou, nesta sexta-feira (21), a proposta de emenda à Constituição que prevê a redução da jornada de trabalho de 6 dias trabalhados por 1 de folga. “É um debate populista e inócuo na realidade atual das famílias brasileiras. O cara tem que ter liberdade para trabalhar o quanto ele quiser”, disse Marques, em evento com empresários no Rio de Janeiro. “É uma ficção dizer que está se concedendo alguma coisa, enquanto quem produz não vai ter condição e vai ter um custo enorme em relação a isso. Então, o problema não é a 6 por 1. O problema é a falta de liberdade do cidadão para discutir o seu contrato com o empregador sem o Estado interferir”, continuou. A PEC do fim da escala 6x1 é uma das principais pautas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e tem sido criticada pelo entorno de Flávio. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha do presidenciável, chegou a apresentar uma proposta alternativa que prevê um regime flexível baseado em horas trabalhadas. O projeto, contudo, não teve adesão no Congresso. No evento do Rio, Marques criticou também o projeto de lei que pretende criminalizar o discurso de ódio às mulheres, o chamado PL da Misoginia. Marques deu as declarações na abertura de seu discurso. Ela era a única mulher no painel que discutia cenários do Brasil para economia e mercado. Como tem feito em outros eventos, a coordenadora da campanha de Flávio aproveitou a ocasião para criticar o governo do presidente Lula (PT), adversário do bolsonarista na disputa presidencial. “Espero que eu tenha ficado por último [a falar] por eu ser mais especial, e não por misoginia. Até porque, eu não acredito nesse tipo de coisa”, disse Marques. “Porque não é por um discurso hipócrita nem por leis inócuas que a gente está protegida. Já existe lei de ofensas e agressão, e a gente precisa que elas sejam afetivas e colocadas em prática.” “Nós, homens e mulheres, temos liberdade para sermos o que quisermos e isso é uma questão de vocação, e vocação nada tem a ver com gênero”, completou. O público feminino é um dos calcanhares de Aquiles da campanha de Flávio. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), assim como o pai, enfrenta resistência em atrair o voto de mulheres. Para sanar a questão, o entorno do senador tentou emplacar uma mulher como vice, e Marques chegou a ser cotada para o posto. No final, no entanto, sem conseguir alianças com outros partidos, o presidenciável escolheu o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) para a vaga. Ao discursar no evento, Marques afirmou que não “se vê numa candidatura extrema” e disse procurar o diálogo. “Assim é feita a democracia”, declarou a ex-presidente da Caixa, que logo depois elogiou seu colega de painel, o ex-senador Jean Paul Prates (PDT), que foi contemporâneo de Flávio no Senado. Na época, Prates, que foi presidente da Petrobras nos primeiros anos do terceiro mandato de Lula, era filiado ao PT. Sobre a estatal, Marques falou brevemente com jornalistas e defendeu que a companhia terá “uma governança sólida e segura” num eventual governo Flávio. A coordenadora do plano econômico do presidenciável também prometeu que, se o bolsonarista for eleito, o número de ministérios será algo em torno de 20 a 25 pastas.
Daniella Marques diz que fim da escala 6x1 é ‘debate populista e inócuo na realidade atual das famílias’
A PEC do fim da escala 6x1 é uma das principais pautas do presidente Lula (PT) e tem sido criticada pelo entorno de Flávio Bolsonaro; Daniella Marques é da equipe do presidenciável







