O que não te dizem antes de criar o pitch

Para a maioria dos empreendedores de startups no Brasil, o relacionamento com o venture capital se assemelha a uma caixa-preta: é sabido que o capital está lá, que alguns conseguem acessar e outros não, mas os verdadeiros critérios raramente são esclarecidos de forma transparente.

Não é surpresa que empreendedores passem semanas aperfeiçoando apresentações e reestruturando narrativas, sem abordar a questão principal: a falta de compreensão sobre como um fundo de VC é organizado, o que é necessário que o investidor forneça e, em razão disso, por que ele rejeita a maioria das propostas.

Para ajudar no entendimento desse setor fundamental para startups, Omri Drory, um doutor que também atua como sócio de fundo de investimento, divulgou um estudo sobre uma visão científica do venture capital.

Em seu trabalho, ele destila essa lógica de maneira incomum, partindo da perspectiva do investidor para elucidar o que um fundador precisa saber antes de buscar qualquer capital. A ideia não é recente, mas a forma clara como os mecanismos são apresentados serve como um guia valioso para o ecossistema brasileiro que, em 2024, movimentou aproximadamente US$ 4,89 bilhões em 513 rodadas de investimento, de acordo com dados coletados pela Sling Hub para o Itaú BBA.