O contexto atual é bem conhecido de todos, com um elevado custo do capital, o que tem levado startups tecnológicas a passar a contar mais com duas fontes para financiar ciclos de P&D: linhas públicas (crédito e subvenção econômica) geridas por agências de fomento e capital corporativo por meio de Corporate Venture Capital (CVC). E a junção desses dois fenômenos está transformando o ecossistema, diminuindo a dependência única de investimentos caros em equity, aumentando a previsibilidade para as rodadas Seed e Série A e, acima de tudo, acelerando a atenção das empresas para aquisições e parcerias com startups, especialmente quando a liquidez do mercado de capitais é restrita.

A relevância disso para os negócios parece clara, com a inovação financiada por essas modalidades geralmente exigindo uma forte capacidade de integração comercial (go-to-market), acelerando processos de fusões e aquisições (M&A) e mudando a forma como os investidores avaliam o risco e o retorno, levando em conta aspectos como governança, tração e capacidade de execução.

Subvenção e crédito retornam ao foco do financiamento da inovação

No que diz respeito ao Estado, a Finep gerencia ferramentas como a subvenção econômica, que libera recursos para ações de P&D e inovação sem que haja a obrigação de devolução ao órgão que os concedeu. A própria Finep explica que o programa de subvenção visa aumentar as atividades de inovação e a competitividade das empresas.