O mais maduro ecossistema de startups brasileiro está catalisando a transição do venture capital clássico para instrumentos de dívida estruturada, como CRIs, debêntures incentivadas e FIDCs, num movimento reforçado pelo alto custo do capital e pela aversão a rodadas que diluem participação acionária.

Ao invés de vender participação acionária em um cenário de valuations em baixa, agtechs e cleantechs têm buscado financiamento que se vincule à futura geração de caixa e a recebíveis, uma opção que mantém o controle acionário e se alinha mais aos projetos que demandam grande infraestrutura.

A mudança vai além do financeiro; é o mercado mais maduro que se demonstra. Conforme noticiado no setor, startups que já têm negócios mais sólidos começaram a optar por financiamento via dívida para evitar down rounds, e o mercado de capitais está se tornando uma fonte cada vez mais significativa de financiamento para o ecossistema, especialmente através de FIDCs e títulos incentivados.

Isso se aplica de maneira particular a agtechs e cleantechs, onde, geralmente, as startups precisam investir significativamente em ativos físicos, aumentar suas operações e começar a gerar receita a partir de contratos recorrentes.