* Por Rafael Caribé

Buscar investimento externo é um marco na vida de qualquer startup: uma decisão corajosa que exige mudança de mentalidade. Isso porque, além de capital no banco, um aporte representa a troca do ativo mais precioso de um empreendedor: a participação acionária. Dados do relatório “Panorama do mercado de startups da América Latina”, do Sling Hub, mostram que, considerando todas as modalidades de financiamento (equity, dívida e FIDCs), entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, as startups latino-americanas movimentaram US$ 9,3 bilhões.

Com base na experiência de quem já percorreu esse caminho, apontei cinco aprendizados essenciais para orientar fundadores que estão preparando sua primeira rodada. Pois, bons investimentos são importantes para o crescimento da empresa, a melhoria da governança e a realização de auditorias; mas também representam o fortalecimento da cultura e da liderança.

Entenda a tese: para que o dinheiro é necessário?

A primeira pergunta fundamental não é quanto de investimento a empresa busca, mas para quê. É preciso ter em mente que as ações cedidas hoje podem valer milhões no futuro. Portanto, a tese de investimento necessita de precisão: o capital deve ir para o caixa da empresa para executar um plano de crescimento. Antes de ir ao mercado, estruture o material básico: pitch deck, plano de negócios e projeções, focando no mínimo necessário para atingir o próximo nível.