* Por Anderson Diehl
Como empreendedor, investidor-anjo e conselheiro de empresas, tive a oportunidade de acompanhar de perto o crescimento (e também o fracasso) de diversoss negócios. Ao longo desse caminho, uma coisa ficou evidente para mim: decisões importantes raramente acontecem de forma isolada. Rodadas de investimento, parcerias estratégicas, contratações-chave e até mudanças de fato surgem, na maioria das vezes, a partir de conexões bem construídas.
A tecnologia facilita o acesso a novas conexões. Redes sociais estão aí para mostrar como nunca foi tão fácil se conectar com alguém e começar uma conversa. A questão é que facilidade de acesso não significa qualidade de conexão. Expandir sua rede de LinkedIn não se traduz automaticamente em relações relevantes.
Com o avanço da inteligência artificial, o conhecimento técnico que costumava ser visto como o diferencial de um profissional em muitos casos deixou de ser exclusivo e passou a ser amplamente acessível. O que passa a diferenciar profissionais e empresas, na minha experiência, não é só o que eles sabem, mas como, com quem aprenderam, e com quem se conectam.
No entanto, observo claramente uma divisão entre pessoas que constroem conexões que geram impacto real; e pessoas que acumulam contatos que não se desdobram em algo concreto. A diferença entre esses dois perfis não está no volume de conexões, mas na forma como elas são construídas e, principalmente, na intenção por trás delas.













