Brasil tem 'oportunidades muito concretas' de se tornar líder em tecnologias de baixo carbonoDiplomata Pedro Ivo Ferraz da Silva palestrou no São Paulo Innovation Week. Crédito: EstadãoGerando resumo“Na era da IA, as pessoas serão divididas entre curiosas e descuriosas.” A frase é uma das preferidas de Filipe Santos, chief AI officer e líder de inovação da MakeOne, professor de MBA em Inteligência Artificial, entre outras posições na área de tecnologia. Ele foi um dos participantes do painel Cidades Conectadas: Infraestrutura de Conectividades e 5G, que ainda teve a participação de César Augusto Villela da Silva, gerente de telecom da Prodam, empresa de tecnologia da Prefeitura de São Paulo. A mediação foi de Maurício Gonçalves Pimentel, assessor e head de Produtos também da Prodam.O assunto foi debatido na quinta-feira, 14, durante o São Paulo Innovation Week, maior festival global de tecnologia e inovação. O evento foi realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, no Pacaembu e na Faap. O maior festival global de tecnologia e inovação é realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, no Pacaembu e na Faap. Foto: werther santana/EstadãoPUBLICIDADEPara Filipe Santos, a internet, e por consequência as redes sociais, permitiu que muitas pessoas passassem a ter voz e vez na sociedade. “Quem aqui não sabe quem é o Luva de Pedreiro?”, indagou à plateia. Ele se refere a Iran de Santana Alves, nascido numa pequena cidade do interior da Bahia, mais conhecido como Luva de Pedreiro, um influencer digital que em 2022 bateu recordes de engajamento em conteúdos voltados ao futebol. Exemplos não faltam.“Muitas vozes que existem hoje na economia criativa existem por conta da chegada da internet. Por isso, sou muito a favor da massificação da conectividade”, reforça. PublicidadePara ele, inclusive, a questão da inovação nem sempre está relacionada ao letramento das pessoas nem ao lugar em que residem. E sim à curiosidade e à busca do conhecimento. “É isso que move a economia e dá início ao processo de transformação.” Em sua fala, ele citou um projeto realizado por jovens no interior de Rondônia que o surpreendeu em termos de uso de ferramentas de tecnologia. “De nada adianta banda larga com curiosidade estreita.” Leia tambémExecutivos avaliam o impacto da guerra e da alta no preço de fertilizantes no mercado de bioinsumos‘Em vez de renascimento tecnológico, vivemos um pesadelo anti-humano’, diz Douglas Rushkoff‘Quinta necessidade básica’Para César Augusto Villela da Silva, gerente de telecom da Prodam, a conectividade hoje se transformou na quinta necessidade básica de uma residência. “Depois de água, luz, gás e esgoto vem a conectividade com a internet. Ninguém mais vive sem”, diz.Por isso, Villela é a favor de políticas públicas que levem a conectividade para as áreas mais remotas do País e também periferias das cidades. “Um país de dimensões continentais como Brasil precisa levar conectividade a todos. Isso muda a vida das pessoas.”