O ecossistema de inovação da América Latina tem um número expressivo para chamar de seu: fechou o segundo trimestre movimentando US$ 3,03 bilhões em 129 rodadas de investimento. O dado deve ser comemorado e representa um avanço expressivo de 31% em relação ao trimestre anterior.

Mas, se à primeira vista o número indica o fim do inverno das startups na região, o sinal de mercado mais profundo mora na composição desse capital, que expõe uma mudança radical na tomada de risco dos investidores.

Crédito para inovação

A Sling Hub, plataforma de dados sobre o ecossistema de inovação, sediada na capital do Rio de Janeiro, revelou um dado que exige atenção. Do total investido no ecossistema, o modelo tradicional de participação societária (equity) respondeu por apenas 49%, somando US$ 1,48 bilhão.

Os outros US$ 1,54 bilhão entraram no mercado por meio de instrumentos de dívida. Desse bolo, as captações via Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) abocanharam US$ 1,23 bilhão, o equivalente a 40% do montante geral do trimestre.