A oferta de recursos para startups em estágio inicial no Brasil tem contado principalmente com fundos privados de aceleração. Em outros países, como Inglaterra, Canadá, Estados Unidos, Israel e Índia, bancos públicos também participam do financiamento das primeiras etapas de desenvolvimento de empresas, enquanto, no mercado brasileiro, esse papel é desempenhado em maior medida por investidores privados.

O cenário coincide com um aumento nos investimentos em venture capital no país. De acordo com levantamento da ABVCAP em parceria com a TTR Data, os aportes somaram R$ 2,1 bilhões no terceiro trimestre de 2025, crescimento de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Embora existam programas do Sistema S voltados ao empreendedorismo e à inovação, representantes do setor apontam que o volume de recursos disponíveis para startups em fase de aceleração ainda é limitado em comparação com outros mercados.

Nesse contexto, a Cyklo, aceleradora com sede em Luís Eduardo Magalhães (BA) e escritório em Joinville (SC), adota um modelo em que pessoas físicas e jurídicas investem em fundos voltados para startups participantes de seus programas de aceleração. Segundo Pompeo Scola, CEO da empresa, os investidores passam a integrar o fundo, e não o quadro societário da aceleradora.