Segundo o diretor financeiro e de mercado de capitais do banco, Alexandre Abreu, o objetivo é criar uma ponte entre a fase de aceleração e o acesso a recursos para crescimento O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta terça-feira (16) a criação de um fundo cujo capital pode chegar a R$ 250 milhões para investir em startups apoiadas por programas de inovação, em uma tentativa de aumentar o acesso dessas empresas ao mercado de venture capital (capital de risco) e reduzir a dificuldade de captação nos estágios iniciais de crescimento. O anúncio foi realizado no Demoday do BNDES Garagem, programa de aceleração de negócios de impacto socioambiental. A iniciativa marca uma mudança na atuação do BNDES Garagem, que até então tinha como principal foco a mentoria de empreendedores. Segundo o diretor financeiro e de mercado de capitais do banco, Alexandre Abreu, o objetivo é criar uma ponte entre a fase de aceleração e o acesso a recursos para crescimento. “Encontramos o programa Garagem muito bem feito, mas entendíamos que ele precisava dar alguns passos relevantes para que essas empresas tivessem um apoio mais próximo do que o banco pode fazer." Nesta edição, o programa recebeu mais de 1.840 inscrições de todo o país e selecionou 100 startups para a etapa de mentoria. Destas, 50 chegaram à fase final do ciclo 2025/2026. As empresas finalistas disputam prêmios que somam R$ 1 milhão e a possibilidade de conexão com investidores. O FIP Conexões Startups, criado em parceria com a Financiadora de estudos e projetos (Finep), terá como foco empresas que já receberam apoio de iniciativas como BNDES Garagem, Centelha, Inovacred e outros programas de inovação. A BNDESpar poderá comprometer entre R$ 40 milhões e R$ 100 milhões no fundo, enquanto a Finep poderá aportar até R$ 50 milhões. Segundo o presidente do banco, Aloizio Mercadante, a participação da instituição em fundos de investimento pode ajudar startups em uma etapa considerada crítica para o crescimento dos negócios. “Quando o BNDES investe em um fundo, ele dá uma indicação de que aquele negócio passou por um rigor técnico de análise e que é importante para o país”, afirmou. Além do FIP Conexões, o banco anunciou investimento de até R$ 63 milhões no Fundo Antler Brasil I, voltado a startups de tecnologia em estágio inicial. Mercadante afirmou que os novos instrumentos ampliam a possibilidade de que empresas aceleradas pelo Garagem recebam investimentos. Entre as startups aceleradas nesta edição, 51% atuam em economia verde e descarbonização e 42% estão localizadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além de iniciativas voltadas às periferias. O programa também criou o Prêmio Mais Brasil, destinado a negócios dessas regiões e empreendimentos desenvolvidos em áreas periféricas. O BNDES e a Finep informaram ainda que a chamada pública para seleção de gestor do Fundo de Investimento em Participações (FIP) de Inteligência Artificial, lançado em abril desse ano, recebeu 17 propostas. A iniciativa prevê um fundo com capital mínimo de R$ 160 milhões, com potencial de mobilizar até R$ 500 milhões para startups brasileiras que tenham inteligência artificial como elemento central de seus negócios. Para Mercadante, o investimento em inovação faz parte da estratégia do banco de apoiar setores considerados estratégicos para a economia brasileira: “Um bom projeto consegue mobilizar recursos”, afirmou, citando áreas como biocombustíveis, indústria aeronáutica e novas tecnologias. — Foto: Leo Pinheiro/Valor
BNDES cria fundo de R$ 250 milhões para conectar startups a capital de risco
Segundo o diretor financeiro e de mercado de capitais do banco, Alexandre Abreu, o objetivo é criar uma ponte entre a fase de aceleração e o acesso a recursos para crescimento








