OBrasil tem caminhado com mais velocidade em direção a uma política industrial voltada à inovação, ao ganho de produtividade e à sustentabilidade. Em linha com a Nova Indústria Brasil (NIB) do Governo Federal, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vem atuando para ampliar a competitividade do País em setores com mais conteúdo tecnológico.

Entre 2023 e 2025, o BNDES aprovou 35,6 bilhões de reais em crédito para inovação na indústria, volume cinco vezes maior que o registrado entre 2019 e 2022, quando as aprovações totalizaram 7,1 bilhões de reais. Somado ao que a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) desembolsou no mesmo período, o montante conjunto chega a 71,5 bilhões de reais, alta de 321% sobre os 17 bilhões aprovados no quadriênio anterior.

O desafio que orienta esses números é ampliar o valor agregado da produção nacional. Setores baseados em recursos naturais seguem relevantes, mas tendem a gerar menor diversificação produtiva e maior exposição a ciclos internacionais de preços. “A gente vai dos minerais críticos à bateria dos carros elétricos, fecha o circuito e gera valor agregado, para não ser apenas um exportador de commodity”, resume Aloizio Mercadante, presidente do BNDES. “É isso que retém talentos, é isso que gera pesquisa, é isso que muda a qualidade do desenvolvimento”, destaca.