O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou ter ampliado o orçamento do programa BNDES Mais Inovação para R$ 12 bilhões, uma alta de R$ 4,8 bilhões em relação ao valor inicialmente previsto para 2026. As informações foram divulgadas pela instituição em nota. O banco também expandiu os setores e itens que podem ser financiados e reduziu custos de crédito para aquisição de máquinas e equipamentos. Entre as mudanças anunciadas, o programa passou a incluir empresários individuais e pessoas físicas que atuam nos setores agropecuário, florestal, pesqueiro e aquícola em operações realizadas por meio de instituições financeiras credenciadas. O BNDES também adicionou mais de mil itens de informática à lista de bens financiáveis. Do total destinado ao programa, ao menos R$ 840 milhões deverão ser direcionados às regiões Norte e Nordeste, enquanto R$ 1,1 bilhão será reservado para máquinas industriais. Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a ampliação do programa busca estimular a inovação e aumentar o acesso ao crédito produtivo. Em nota, ele afirmou que a medida reforça o compromisso do governo com o desenvolvimento industrial e tecnológico do país. O banco também reduziu a remuneração básica cobrada nas operações para aquisição de máquinas e equipamentos rodoviários, de 2,5% ao ano para 2% ao ano. Na linha voltada a máquinas industriais, o spread do BNDES foi unificado em 1,4% ao ano para empresas de todos os portes. Além disso, as faixas da Taxa Fixa Composta em TR (TFC) passaram a variar conforme o porte do cliente final. Pelas estimativas do banco, com base em dados de 12 de maio, a taxa era de 5,75% ao ano para micro, pequenas e médias empresas e de 6,88% ao ano para grandes companhias. De acordo com o BNDES, entre 2023 e 2025 foram aprovados R$ 35,6 bilhões para projetos de inovação, montante superior ao registrado nos onze anos anteriores, quando o total somou R$ 34,8 bilhões. — Foto: Leo Pinheiro/Valor
BNDES amplia orçamento do programa Mais Inovação para R$ 12 bi
Programa passou a incluir empresários individuais e pessoas físicas que atuam nos setores agropecuário, florestal, pesqueiro e aquícola em operações realizadas por meio de instituições financeiras credenciadas














