Empresas selecionadas poderão receber financiamento de longo prazo da instituição, principalmente por meio do Fundo Clima, para implantar os projetos Aloizio Mercadante: 'Nossa perspectiva é contratar mais R$ 6 bilhões e chegar a R$ 20 bilhões' — Foto: Marco Sobral/GLab O Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) prepara um novo leilão de compra de créditos de carbono para projetos de restauração florestal, com potencial para mobilizar até R$ 6 bilhões em contratos e recuperar até 60 mil hectares de vegetação nativa em todos os biomas brasileiros. O lançamento da segunda etapa do ProFloresta+ foi anunciado, nesta quinta-feira (2), pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, durante o Fórum Econômico da Transformação Ecológica Brasileira, no Rio. A jornalistas, ele afirmou que a meta é elevar para R$ 20 bilhões os investimentos da estratégia BNDES Florestas. “Estamos anunciando hoje R$ 14 bilhões de compromisso do BNDES para esse programa de restauração. Nossa perspectiva é contratar mais R$ 6 bilhões e chegar a R$ 20 bilhões nesse produto”, disse. Na primeira fase, o projeto teve a Petrobras como compradora âncora, porém, segundo Mercadante, o novo modelo será aberto a empresas de diferentes setores, como óleo e gás, siderurgia, mineração e indústria química, que tenham metas de descarbonização. O BNDES organizará um processo competitivo entre compradores e desenvolvedores de projetos de restauração florestal. As empresas selecionadas poderão receber financiamento de longo prazo da instituição, principalmente por meio do Fundo Clima, para implantar os projetos. A expectativa é que a iniciativa capture cerca de 19 milhões de toneladas de CO2 da atmosfera. Segundo Mercadante, o modelo busca dar mais segurança ao mercado voluntário de carbono por meio de contratos padronizados, públicos e auditáveis. O presidente do banco disse que a estratégia BNDES Florestas já mobilizou R$ 14 bilhões em operações de crédito, investimentos e recursos não reembolsáveis para a economia florestal. Segundo o banco, esse volume tem potencial para viabilizar o plantio de 342 milhões de árvores e remover 66 milhões de toneladas de CO2 equivalente da atmosfera. Durante o evento, Mercadante também destacou a expansão do Fundo Clima. Segundo ele, as operações passaram de cerca de R$ 350 milhões por ano para R$ 27 bilhões em 2026. Os recursos, afirmou, vêm sendo direcionados para projetos de mobilidade de baixa emissão, energia renovável, minerais críticos, produção de baterias e combustível sustentável de aviação (SAF).
BNDES anuncia leilão de R$ 6 bilhões para mercado de carbono e reflorestamento
Empresas selecionadas poderão receber financiamento de longo prazo da instituição, principalmente por meio do Fundo Clima, para implantar os projetos






