Incursões israelenses em território sírio escalaram tensões com a Turquia e atraíram críticas dos EUA 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Um integrante das forças de segurança da Síria monta guarda na base de Abu Duhur, próxima às Colinas de Golã e atacada por Israel no dia 18 — Foto: GEORGE OURFALIAN/AFP O chanceler da Síria, Assad al-Shaibani, e o chefe do serviço de inteligência e espionagem de Israel (Mossad), Roman Gofman, reuniram-se neste domingo na Jordânia, dias após um ataque israelense contra uma base aérea no noroeste da Síria. A reunião não foi confirmada oficialmente pelas partes, mas fontes diplomáticas e do governo sírio afirmaram em anonimato que o encontro aconteceu no espírito de abordar questões como o estabelecimento de "uma sala de operações especiais" na Jordânia sob a supervisão dos EUA e evitar qualquer confronto entre os dois países, ou atrair a Turquia para o terreno. O encontro reportado inicialmente pelo portal Axios ocorreu depois de Israel bombardear na semana passada a base abandonada de Abu Duhur, no noroeste da Síria, alegando que queria impedir que tropas turcas se mobilizassem nestas instalações. A Turquia negou que estivesse se preparando para enviar tropas para a base. O ataque israelense gerou críticas inclusive dos EUA, um firme aliado de Israel, com o enviado especial de Washington para a Síria, Tom Barrack, criticando duramente a ofensiva, a qual qualificou como uma "escalada desnecessária que não contribui para a estabilidade regional". O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, trocaram críticas desde o incidente. Israel lançou centenas de ataques contra a Síria desde que, em dezembro de 2024, forças armadas de inspiração islâmica — depuseram Bashar al-Assad. O Estado judeu mobilizou tropas em uma zona-tampão patrulhada pela ONU que, durante décadas, tinha separado as forças israelenses e sírias nas Colinas de Golã, território anexado por Israel. Forças israelenses também realizaram incursões reiteradas além da fronteira, entrando em território sírio, e prometeram manter tropas em uma chamada "zona de segurança" no sul do país, onde buscam estabelecer uma área desmilitarizada mais ampla.