Israelenses reclamam do posicionamento crítico dos EUA sobre ações de Tel Aviv em escalada de tensão diplomática com Washington 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Um integrante das forças de segurança da Síria monta guarda na base de Abu Duhur, próxima às Colinas de Golã e atacada por Israel no dia 18 — Foto: GEORGE OURFALIAN/AFP A Síria informou que um ataque israelense deixou uma pessoa ferida no Sul do país neste sábado (22/8). Foi o segundo ataque desse tipo em uma semana, em meio a uma escalada te tensão diplomática envolvendo Israel, as autoridades da Síria, a Turquia e os Estados Unidos. No ataque deste sábado um drone israelense atingiu um carro em Beit Jinn, localizada perto das Colinas de Golã, deixando uma pessoa ferida. O Exército de Israel afirmou que teve como alvo um terrorista. Em comunicado, o Exército israelense informou que "atiraram no sul da Síria contra um terrorista que estava nas últimas fases de preparação de ataques (contra o país)". O comunicado acrescentou que ele representava uma "ameaça iminente" para os soldados israelenses, mas não o identificou nem disse se ele era filiado a algum grupo específico. No início da semana, o Exército israelense já havia informado que “não permitirá que forças hostis se estabeleçam nas fronteiras”. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores da Síria declarou que “o ataque constitui uma violação flagrante da soberania e uma quebra do direito internacional”. Já o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, criticou no sábado o embaixador dos EUA na Turquia, Tom Barrack, que também é o encarregado de Washington para a Síria. Barrack havia condenado um ataque israelense a uma base militar síria perto da Turquia, no dia 18. No início da semana, Israel bombardeou a base aérea desativada de Abu al-Duhur, no noroeste da Síria. O governo israelense alegou que a Síria violaria um acordo de segurança ao permitir o envio de tropas turcas para o local. Katz escreveu no X que Tel Aviv havia repassado “informações de inteligência às partes autorizadas nos Estados Unidos” antes do ataque, e que o comentário de Barrack estava “cheio de imprecisões e posições que contradizem a postura do próprio presidente dos EUA (Donald) Trump em relação às Colinas de Golã”.