Declaração conjunta da Turquia, Egito e Catar foi divulgada após bombardeios israelenses matarem ao menos 16 palestinos desde terça-feira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pessoas caminham por uma área destruída durante a ofensiva israelense, em Beit Lahiya, no norte da Faixa de Gaza, em 18 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Mahmoud Issa Turquia, Egito e Catar, que tentam mediar o fim do conflito em Gaza, condenaram os recentes ataques israelenses no enclave palestino e pediram que Israel cumpra suas obrigações previstas no cessar-fogo e evite medidas que possam aumentar as tensões. A declaração conjunta foi divulgada após ataques israelenses que mataram ao menos 16 palestinos em Gaza desde terça-feira, segundo profissionais de saúde. Israel afirma que tem como alvo militantes do Hamas. O enviado americano Jared Kushner encerrou na segunda-feira uma visita à região sem conseguir avanços no plano do presidente Donald Trump para pôr fim à guerra. “A intensificação dos ataques israelenses prejudica os esforços regionais e internacionais em um momento crítico, quando estão em curso esforços intensivos para implementar o Plano Abrangente para Encerrar o Conflito em Gaza”, afirmaram os três países. A comunidade internacional e o Conselho de Paz de Trump, responsável por supervisionar o cessar-fogo, devem tomar as medidas necessárias para garantir o cumprimento do acordo e evitar uma nova escalada, acrescentaram. Um roteiro proposto previa que o Hamas entregasse suas armas em etapas, à medida que as forças israelenses se retirassem de Gaza e encerrassem as operações militares. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou essa sequência e insiste que o Hamas deve se desarmar completamente antes de uma retirada israelense. O Hamas, por sua vez, exige que Israel cumpra a trégua e retire suas forças de Gaza. O grupo também contesta a ordem das etapas previstas para a implementação do plano de Trump. Ao menos 1.283 palestinos foram mortos em Gaza desde que o cessar-fogo entrou em vigor, em outubro do ano passado, segundo autoridades de saúde do território, enquanto as Forças Armadas israelenses afirmam que quatro soldados israelenses morreram no período. Sapatos de uma criança palestina no local de um ataque israelense contra um café no porto da Cidade de Gaza, em 18 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Dawoud Abu Alkas
Mediadores dizem que novos ataques de Israel ameaçam negociações de paz em Gaza
Declaração conjunta da Turquia, Egito e Catar foi divulgada após bombardeios israelenses matarem ao menos 16 palestinos desde terça-feira








