Drone foi usado para atingir 'supostos terroristas', informa Exército israelense 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Manifestantes ligados ao Hezbollah marcham em Nabatieh, no Sul do Líbano, em protesto contra Israel. Área voltou a ser atacada no sábado — Foto: AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/06/2026 - 10:56 Israel ataca sul do Líbano após acordo de paz mediado pelos EUA Menos de 24 horas após um acordo preliminar de paz mediado pelos EUA entre Israel e Líbano, Israel realizou um ataque aéreo no sul do Líbano, alegando atingir "supostos terroristas". A ação, que evidencia a fragilidade do acordo, foi feita com drones e destaca a tensão contínua na região. O primeiro-ministro israelense, Netanyahu, reforçou que as tropas permanecerão no sul do Líbano até o desarmamento do Hezbollah. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Exército de Israel afirmou ter realizado um ataque aéreo neste sábado (27/6) contra “supostos terroristas” na região de Nabatieh, no sul do Líbano. O ataque ocorre menos de um dia após os Estados Unidos anunciarem um acordo preliminar entre Israel e Líbano. Uma porta-voz do exército israelense disse à AFP que o ataque teve como alvo “supostos terroristas que representavam uma ameaça aos soldados das Forças de Defesa de Israel (FDI)”. O ataque foi realizado por um drone e evidencia a fragilidade do acordo. Não se sabe, por ora, se há vítimas e qual a extensão dos danos. Na sexta-feira, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, havia declarado que o acordo “começa a estabelecer um marco para uma paz e uma segurança duradouras” entre Israel e Líbano. Porém, logo depois, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Exército de seu país permanecerá no sul do Líbano até que o grupo pró-Irã Hezbollah deponha as armas. “O mais importante, acima de tudo, é que Israel permaneça na zona de segurança no sul do Líbano. Trata-se de uma conquista importante e a manteremos até que o Hezbollah seja desarmado”, declarou Netanyahu em vídeo após o anúncio do acordo trilateral. Em sua declaração em vídeo, Netanyahu acrescentou que as Forças Armadas israelenses permitirão que o Exército libanês assuma o controle de “duas zonas-piloto”: uma ao sul do rio Litani e outra ao norte desse rio, localizado a cerca de trinta quilômetros da fronteira com Israel. Netanyahu acrescentou que os moradores que tiveram de fugir das áreas onde o Exército israelense foi mobilizado no sul do Líbano não poderão retornar às suas casas. Fragilidade evidente Ainda em mais um claro sinal de fragilidade de uma chance de paz, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, condenou no sábado o acordo-quadro EUA-Israel-Líbano, classificando-o como um grande erro de Beirute e declarando que o seu grupo o considera nulo e sem efeito. "O acordo-quadro em Washington é humilhante, vergonhoso e uma rendição de soberania. Este acordo é nulo e sem efeito, e as disposições do memorando de entendimento entre o Irã e os EUA devem ser implementadas", afirmou Qassem num comunicado, acusando as autoridades libanesas de legitimar a ocupação de Israel. O acordo é resultado de cinco rodadas de negociações em Washington para tentar pôr fim a décadas de hostilidades e a semanas de combates entre Israel e o Hezbollah no sul do Líbano. O Líbano foi envolvido no conflito depois que o Hezbollah, em 2 de março, atacou Israel com foguetes. Foi uma retaliação à morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morto por EUA e Israel. Os israelenses contra-atacaram e até agora pelo menos 4,2 mil pessoas morreram no Líbano.
Menos de 24 horas após acordo de paz, Israel ataca o Sul do Líbano
Drone foi usado para atingir 'supostos terroristas', informa Exército israelense









