Ancara, por sua vez, pediu o fim de ataques que classificou como 'imprudentes', dois dias depois de forças israelenses terem bombardeado uma base aérea síria 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Uma imagem de satélite mostra crateras nas pistas da base aérea de Abu al-Duhur, perto de Aleppo, na Síria, após um ataque israelense, em 19 de agosto de 2026 — Foto: Pleiades Neo © Airbus DS 2026/Divulgação via REUTERS Israel acusou a Turquia de promover “aventuras perigosas na Síria” nesta quinta-feira. Ancara, por sua vez, pediu o fim de ataques israelenses que classificou como “imprudentes”, dois dias depois de Israel ter bombardeado uma base aérea síria onde, segundo o país, tropas turcas estavam prestes a se posicionar. O ataque trouxe à tona as tensões entre as duas potências regionais em relação à Síria. Embora faça fronteira com ambos os países, a influência de Ancara sobre o Estado árabe como aliada do presidente Ahmed al-Sharaa tem causado alarme em Israel desde que ele derrubou Bashar Assad em 2024. Israel afirmou que Damasco estava prestes a permitir que tropas turcas se posicionassem na base aérea de Abu al-Duhur e havia ignorado as advertências israelenses de que tal posicionamento representaria uma ameaça à segurança de Israel. A alegação foi negada pela Turquia. O ministro das Relações Exteriores da Síria, Asaad al-Shaibani, em declarações ao site Axios na quarta-feira, disse ter deixado claro a Israel que não havia planos de estabelecer uma base militar turca em Abu al-Duhur. Ele acrescentou que oficiais militares turcos haviam visitado a base no noroeste da Síria vários dias antes do ataque, mas ressaltou que isso fazia parte da “cooperação militar em andamento nas áreas de treinamento e intercâmbio de conhecimentos”. O Ministério da Defesa turco afirmou na quinta-feira que nenhuma delegação militar turca estava presente na base antes ou durante o ataque, e que a Turquia continuaria a apoiar os esforços da Síria para desenvolver sua própria capacidade militar e infraestrutura. “É essencial para a paz e a estabilidade tanto da Síria quanto da região que Israel cesse tais ataques imprudentes e cumpra as exigências do direito internacional”, afirmou a pasta da Defesa turca. Base de Abu al-Duhur, na Síria, em 18 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Stringer/Foto de arquivo Fontes informaram à Reuters na quarta-feira que a questão do envio de tropas turcas à Síria foi discutida em uma rara ligação telefônica entre Shaibani e o chefe da agência de espionagem israelense Mossad, Roman Gofman, em 14 de agosto, dias antes do ataque. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, em uma postagem no X, advertiu o presidente turco, Tayyip Erdogan, contra “arrastar a Turquia para aventuras perigosas na Síria” e “testar a determinação de Israel em se defender”. A Turquia, membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que compartilha uma fronteira de 900 km com a Síria, foi um dos principais atores na guerra civil de 13 anos, apoiando rebeldes anti-Assad e enviando tropas à Síria várias vezes para conter grupos curdos que considerava uma ameaça à segurança nacional. Para Israel, as preocupações com a influência iraniana quando Assad estava no poder foram substituídas pela apreensão quanto ao papel da Turquia desde que ele foi derrubado por rebeldes liderados por Sharaa, um ex-comandante da Al-Qaeda que desenvolveu laços estreitos com os Estados Unidos.
Israel eleva o tom e acusa Turquia de promover ‘aventuras perigosas’ na Síria
Ancara, por sua vez, pediu o fim de ataques que classificou como 'imprudentes', dois dias depois de forças israelenses terem bombardeado uma base aérea síria












