PUBLICIDADE Anúncio foi feito enquanto Donald Trump se reunia com o líder interino do país, Ahmed al Sharaa, à margem de uma cúpula da Otan na Turquia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente dos Estados Unidos Donald Trump aperta as mãos de presidente interino da Síria, Ahmed al-Sharaa, durante reunião histórica na Casa Branca — Foto: AFP PHOTO/SANA RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 08/07/2026 - 19:39 EUA Removem Síria da Lista de Países Patrocinadores do Terrorismo Após Mudança de Regime Os EUA decidiram retirar a Síria da lista de países patrocinadores do terrorismo, em um movimento que reflete confiança no líder interino Ahmed al-Sharaa, após a queda de Bashar al-Assad. O secretário de Estado, Marco Rubio, destacou a importância de uma Síria estável e unificada, enquanto Donald Trump elogiou Sharaa em um encontro na Turquia. A medida, que pode destravar comércio e investimentos, foi notificada ao Congresso e entrará em vigor em 45 dias. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira que retirarão a Síria da lista de Estados patrocinadores do terrorismo, em mais um gesto de confiança ao líder interino do país, Ahmed al-Sharaa. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, notificou o Congresso sobre a medida, aguardada há muito tempo. Ela entrará em vigor em 45 dias, a menos que os parlamentares a bloqueiem — algo considerado improvável. Os Estados Unidos mantinham a Síria na lista de Estados patrocinadores do terrorismo desde 1979. Rubio afirmou no comunicado que "uma Síria estável e unificada, em paz consigo mesma e com seus vizinhos, beneficia não apenas a região, mas o mundo inteiro". Ele acrescentou que a decisão de retirar a Síria da lista foi tomada após o recebimento de "garantias formais" de Sharaa de que "a Síria não apoiará atos de terrorismo internacional no futuro". — O levantamento das sanções contra a Síria destravará o comércio e os investimentos internacionais, dará ao país a oportunidade de se reconstruir e abrirá um novo capítulo para o povo sírio — afirmou Rubio. O anúncio foi feito enquanto o presidente americano, Donald Trump se reunia com Sharaa, à margem de uma cúpula da Otan na Turquia. O ex-jihadista trocou o uniforme pelo terno e passou a se apresentar como uma figura unificadora após a derrubada, em 2024, de Bashar al-Assad, que governou o país com mão de ferro por meio século. No encontro em Ancara com Sharaa, Trump afirmou que o líder interino "está fazendo um trabalho incrível ao unificar a Síria". O afrouxamento inicial das sanções promovido por Trump nos últimos anos teve impacto limitado. A Síria continuava sendo considerada um Estado patrocinador do terrorismo, o que expõe empresas que operem no país a riscos legais nos Estados Unidos. Agora, o governo sírio busca apoio econômico para reconstruir o país após anos de guerra, conflito que contribuiu para a ascensão do grupo extremista Estado Islâmico e provocou uma grave crise de refugiados. O apoio de Trump a Sharaa ocorre apesar das ressalvas de Israel, que tem realizado repetidos ataques aéreos contra a Síria, um de seus adversários históricos.