PUBLICIDADE Republicano voltou a criticar a 'falta de apoio' dos europeus na guerra contra o Irã, duas semanas antes de uma reunião de cúpula marcada por tensões e ameaças de Washington 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Secretário-geral da Otan, Mark Rutte (E), durante reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca — Foto: Aaron Schwartz / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/06/2026 - 18:22 Chefe da Otan tenta aliviar tensões entre Trump e aliança militar O chefe da Otan, Mark Rutte, utilizou elogios e números positivos para tentar apaziguar as tensões entre Donald Trump e a aliança militar, devido à crítica do republicano sobre a falta de apoio europeu na guerra contra o Irã. Em visita à Casa Branca, Rutte destacou o aumento nos gastos com Defesa na Otan, atribuindo isso à influência de Trump, mas a insatisfação do presidente dos EUA persiste, especialmente com países como Itália, Reino Unido, Alemanha, França e Espanha. A reunião de cúpula na Turquia se aproxima em meio a incertezas sobre a presença militar americana na Europa. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Duas semanas antes da reunião anual de líderes da Otan, a principal aliança militar do Ocidente, o chefe da organização, Mark Rutte, usou abusou dos elogios e números positivos para tentar amenizar os ânimos do presidente dos EUA, Donald Trump, que não esconde a insatisfação com o falta de apoio dos demais aliados na guerra contra o Irã. Na Casa Branca pela quinta-vez desde o início do novo mandato do republicano, Rutte se referiu a Trump como o “líder do mundo livre”, e tentou moldar a narrativa sobre o papel dos aliados da Otan na guerra no Golfo. Ele garantiu que as objeções entre os europeus “foram pontuais”, e mencionou que até 5 mil aeronaves americanas decolaram de aeroportos na Europa para missões no Oriente Médio desde o dia 28 de fevereiro. — Houve casos isolados que o deixaram realmente decepcionado, mas, de modo geral, seus aliados europeus estiveram presentes — acrescentou. — Eu diria que teria sido muito difícil lidar com o Irã sem ter a Europa como plataforma de projeção de poder para os Estados Unidos. Trump não pareceu comovido. — Fiquei decepcionado com a Itália. Fiquei decepcionado com o Reino Unido. Ele agora se foi. Estamos decepcionados com a Alemanha e a França. Estamos decepcionados com a maioria deles. A Espanha é um show de horrores. A Espanha é terrível mesmo do seu ponto de vista. Quer dizer, eles não querem pagar nada — afirmou. Ele garantiu que os americanos “não precisavam de ajuda” na guerra, mas que “teria sido bom se os europeus dissessem que queriam ajudar”. — Apenas sejam leais — bradou Trump. — Só quero a lealdade deles. Rutte, que no passado já chamou Trump de “papai”, deu mais uma vez razão à decisão de Trump de bombardear o Irã, afirmando que a República Islâmica estava “muito perto” de obter uma bomba nuclear, algo não corroborado por agências de inteligência. Mas ele não mencionou outros objetivos militares prometidos pelos EUA e não cumpridos, como o desmantelamento das capacidades militares. Rutte tampouco citou como os iranianos “aprenderam” a usar o Estreito de Ormuz como uma arma estratégica durante a guerra. Em mais um afago ao republicano, Rutte mencionou o aumento dos gastos com Defesa na Otan, creditando a tendência à ação de Trump, e deu a ele alguns argumentos que poderão ser apresentados ao público interno: em cartazes espalhados pelo Salão Oval, o chefe da Otan mostrou a evolução nos valores investidos em Defesa, e como eles criaram, em suas contas, quase 200 mil empregos nos Estados Unidos. Secretário-geral da Otan, Mark Rutte, mostra cartazes com números da aliança militar em reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca — Foto: Aaron Schwartz / AFP A visita de Rutte na condição de bombeiro, duas semanas antes da reunião na Turquia, ocorre em meio não apenas a críticas públicas do governo americano, mas também a dúvidas sobre o futuro da presença militar do país em solo europeu. Na semana passada, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, anunciou uma revisão do número de tropas no continente, e avisou que o resultado dependerá do comportamento dos países. — Esta será uma revisão de verdade. Ela terá como objetivo garantir que a Otan avance de forma rápida e irreversível rumo a uma Europa que assuma a liderança e a responsabilidade principal pela sua própria defesa — disse Hegseth. — É uma avaliação na qual alguns países fracassarão e outros obterão êxito absoluto. Além dos elogios e afagos, Rutte tenta evitar surpresas na reunião em Ancara — como disse um analista ao portal Politico, o secretário-geral da Otan quer testar a profundidade da piscina antes que os demais mergulhem. — Trump não está satisfeito, e talvez não haja muito que a aliança possa fazer a curto prazo. Eles já destinaram 5% [do PIB à Defesa] e não têm muitas cartas novas na manga — antecipou um alto funcionário da Otan ao Politico.
Na Casa Branca, chefe da Otan abusa de elogios e números para amenizar tensões entre Trump e a aliança militar
Republicano voltou a criticar a 'falta de apoio' dos europeus na guerra contra o Irã, duas semanas antes de uma reunião de cúpula marcada por tensões e ameaças de Washington








