Os ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia já votaram para declarar inconstitucionais as mudanças na Lei da Ficha Lima e o trecho que reduz o prazo em que candidatos condenados ficam proibidos de se candidatar, a chamada inelegibilidade. O placar, portanto, está 2 a 0 contra as modificações feitas pelo Congresso. Ainda faltam oito votos. Não há impedimento para que ocorra outro pedido de vista, se algum ministro entender que precisa de mais prazo para analisar a ação. Agora no g1 Em setembro do ano passado, o Congresso Nacional aprovou, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, com vetos, uma norma que altera a legislação que impede candidatos condenados de concorrerem a cargos públicos — a chamada Lei da Ficha Limpa. A principal alteração prevista era uma mudança no início da contagem do período de inelegibilidade. O prazo começaria a ser contado a partir da decisão que determina a perda do mandato ou a renúncia, e não mais a partir do fim do mandato. Na prática, a lei reduz o tempo de punição para políticos cassados. A medida vale para parlamentares (deputados, senadores e vereadores), governadores, prefeitos e seus vices. Candidaturas que podem ser afetadas A decisão do Supremo pode impactar as candidaturas de nomes como José Roberto Arruda (DF) e Anthony Garotinho (RJ), que disputam governos locais, além do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha que disputa uma vaga de deputado federal por Minas. No voto, Cármen defendeu que as modificações feitas pelo Congresso e sancionadas pelo Executivo esvaziam a legislação, representam um retrocesso e ameaçam o instituto da inelegibilidade. Em seu voto, a ministra defendeu o restabelecimento de regras previstas na legislação anterior, manifestando-se pela derrubada do texto que reduz o período de perda de direitos políticos. Ministro Gilmar Mendes do STF, em imagem de arquivo — Foto: André Correa/STJ
Lei da Ficha Limpa: STF retoma julgamento de mudanças em setembro | G1
A Lei da Ficha Limpa volta à pauta do STF após Gilmar Mendes liberar o caso para julgamento virtual, com potencial de afetar candidaturas em todo o país.









