Newsletter semanal com colunistas do GLOBO fala dos efeitos das investigações envolvendo o filho do petista 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Colunistas do GLOBO respondem sobre temas eleitorais na nova newsletter 'A pergunta da semana' — Foto: Editoria de Arte menos de dois meses do primeiro turno das eleições presidenciais, as investigações envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tornaram-se uma pedra no sapato da campanha do petista pela reeleição. Os inquéritos conduzidos pela Polícia Federal (PF) apuram se Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, praticou tráfico de influência, "abrindo as portas" do governo para a empresária Roberta Luchsinger, sua amiga e sócia de uma consultoria que tentou fazer negócios no Ministério da Saúde e em outros órgãos públicos. Nesta semana, por exemplo, veio à tona uma troca de mensagens em que Roberta diz a Lulinha que os dois trabalham em "outro” nível e que o futuro deles é a Suíça. Mas qual o impacto das revelações sobre Lulinha na campanha do presidente à reeleição? Esse é o questionamento de hoje da newsletter "Pergunta da semana", na qual jornalistas do GLOBO respondem, sempre às quintas-feiras, as principais dúvidas que emergem na disputa. Nesta edição, analisam o tema os colunistas Merval Pereira, Malu Gaspar e Vera Magalhães, além do editor de Política, Thiago Prado. Para receber a newsletter semanalmente, o leitor pode fazer a inscrição no site do GLOBO. Assim, passa a receber os textos diretamente por e-mail. O envio acontecerá semanalmente, sempre às quintas, entre o fim da tarde e o início da noite. Confira! A menos de dois meses da eleição, surge essa bomba, que já estava no ar e se concretizou com as investigações. Lula pediu ao filho, que mora na Espanha, para vir ao Brasil responder aos interrogatórios para ver se encerra o assunto antes da campanha eleitoral pegar fogo. Mas é difícil, porque esse assunto vai ser falado, discutido e acusado em todos os programas. Lula vai ter que conviver com isso e já esta encarando a situação com pragmatismo, dizendo que, se o filho tiver culpa, terá que pagar. Mas, mesmo pagando, não isenta Lula de culpa, porque o presidente não pode ter um filho que se mete em negociatas. O estrago já está feito: os negócios de Lulinha e de Marcola com a turma do Careca do INSS serão usados ao máximo por Flávio Bolsonaro para desgastar Lula. Por enquanto, sua campanha ainda parece desorientada. Primeiro tentou desvincular Lulinha do pai — o que é impossível, já que tudo indica que ele vendia influência justamente no governo Lula. Agora, partiu-se para acusar a PF de atuação política e vazamentos seletivos. Isso dá discurso à militância, mas não elimina as suspeitas e nem abafa as denúncias. Por enquanto, o impacto das novas revelações sobre o caso do filho do presidente Lula, o Lulinha, não foi grande, mas a investigação está apenas no começo, então acredito que ainda pode crescer. É incrível a capacidade do PT de repetir episódios graves do passado, que ajudaram a pavimentar a rejeição ao partido nas últimas eleições. Depende. A semana mostrou muitas informações novas que comprometem Marcola e o filho do presidente, mas ainda é preciso saber se mais elementos virão à tona mostrando a atuação de ambos dentro do governo para beneficiar lobistas e o Careca do INSS. Afinal, o que será que vem mais por aí? Na disputa contra Flávio Bolsonaro, o avanço de investigações envolvendo o Banco Master e o filme Dark Horse pode ser determinante para jogar o adversário do PT "na lama" e neutralizar o desgaste do Lula.
'Pergunta da semana': Qual o impacto das revelações sobre Lulinha na campanha do presidente à reeleição?
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