Datafolha sinaliza que o escândalo já deixa sua pegada na avaliação de governo, com a desaprovação (50%) voltando a ultrapassar a aprovação (47%) 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula — Foto: Edilson Dantas/Agência O Globo As investigações contra o empresário Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, por tráfico de influência, ainda não impactaram a intenção de voto na eleição presidencial, mas o Datafolha sinaliza que o escândalo já deixa sua pegada na avaliação de governo. Em outras palavras, o caso não decantou. Segundo a pesquisa divulgada essa sexta, Lula está com seis pontos de margem sobre Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno (39% a 33%). Na rodada anterior, era 40% a 32%. Leia mais No segundo turno, pouco se mexeu: 47% para Lula e 43% para Flávio. Para o potencial de estrago que o caso pode causar na campanha do presidente, avaliado desde o início do ano como possivelmente letal, o resultado do Datafolha deve estar sendo recebido com alívio no Palácio do Planalto. Já na avaliação de governo a deterioração é clara. A soma dos que avaliam a administração como ruim e péssimo subiu de 38% para 41% e a dos que classificam o governo como bom e ótimo oscilou de 32% para 33%. A desaprovação voltou a ultrapassar a aprovação: 50% a 47%. Essa deterioração contraria a norma do que acontece em todas as campanhas eleitorais no Brasil desde 1998, que é a do incumbente melhorar a sua avaliação ao longo da campanha. Não é o que está acontecendo agora. Na opinião da diretora do Datafolha, Luciana Chong, que comentou o resultado em uma live ao vivo promovida pela Folha de S. Paulo no YouTube, o anúncio de demissões em massa e fechamento de lojas das Casas Bahia quebrou a narrativa da propaganda lulista de vitalidade da economia.