0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula — Foto: Arquivo A repercussão do caso Lulinha, filho do presidente Lula, nas redes sociais foi menor que a registrada pelo tarifaço e pelo caso envolvendo Jaques Wagner nas primeiras horas, mas ganhou força progressivamente. Segundo levantamento inédito do Instituto Democracia em Xeque, o episódio acumulou 61,5 mil menções nas primeiras 24 horas, contra 177,1 mil no caso Jaques Wagner e 411,2 mil no tarifaço. Em 72 horas, porém, Lulinha já havia chegado a 220,4 mil menções e, em sete dias, a 397,3 mil, muito próximo das 410,3 mil registradas pelo caso Jaques Wagner. A diferença está no ritmo. Enquanto o tarifaço concentrou 49% de sua repercussão no primeiro dia, e Jaques Wagner, 43%, o caso Lulinha teve apenas 16% das menções nas primeiras 24 horas. Outros 40% ocorreram entre o segundo e o terceiro dia e 44% depois disso. Ao todo, o levantamento identificou 3.525 posts sobre Lulinha, com alcance de 29,1 milhões de pessoas. A direita respondeu por 68% das publicações, contra 14% da esquerda e 17% da imprensa. O principal eixo da conversa foi o uso eleitoral das investigações, responsável por 31% dos posts, seguido pela disputa em torno da relatoria dos inquéritos, com 22%. A oposição foi a principal responsável por transformar o caso em pauta eleitoral, associando as investigações à disputa de 2026 e à candidatura de Flávio Bolsonaro. O deputado Gustavo Gayer aparece entre os maiores amplificadores, com 7% do alcance registrado no período. O pico ocorreu em 4 de agosto, quando o eixo relacionado ao lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e à empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e citada nas investigações, chegou a 274 posts em um único dia. A pesquisa analisou mais de 16 mil perfis no Facebook, Instagram, YouTube, X e TikTok, entre políticos, influenciadores e veículos de imprensa. Para comparar a repercussão, foram considerados os volumes de menções nas primeiras 24 e 72 horas e nos sete dias seguintes a cada caso.