O vice-presidente de Segurança e Confiança do Discord, Jud Hoffman, admitiu, em entrevista ao jornal O Globo, falhas no processo do serviço no episódio que terminou com a morte de uma adolescente de 13 anos durante uma transmissão ao vivo.
"Não fomos rápidos o suficiente, mas estamos sempre trabalhando para melhorar esses modelos e os esforços de segurança", afirmou na entrevista publicada neste sábado (15).
A adolescente teria sido induzida por outros jovens à automutilação e ao suicídio. O caso ocorreu em 22 de julho em Mato Grosso do Sul.
Segundo Hoffman, a moderação na plataforma tem duas abordagens, proativa e reativa, e ambas combinam modelos de aprendizado de máquina com outras ferramentas de automação. Esse trabalho, ele afirma, é supervisionado por equipes treinadas para investigar e prevenir condutas como extremismo violento e exploração e abuso sexual infantil.
"Cerca de 15% da empresa está dedicada à segurança, com centenas de pessoas atuando em funções de moderação. Algumas trabalham no treinamento dos modelos, aprimorando-os continuamente. Também temos profissionais na minha equipe que entendem português e conhecem o mercado brasileiro. E seguimos investindo nisso", disse na entrevista.












