O Discord afirma ter identificado e desativado, antes da morte de uma adolescente em 22 de junho, um servidor privado em que integrantes teriam incentivado a automutilação da jovem.

A informação foi fornecida pela plataforma à Folha em resposta à ofensiva do governo federal, que, por meio da AGU (Advocacia-Geral da União), pediu esclarecimentos à empresa sobre sua atuação no caso e cobrou medidas para proteger usuários com menos de 18 anos. O caso levou a primeira-dama do país, Janja Lula da Silva, a pedir a derrubada imediata da plataforma.

Segundo o Discord, o servidor era acessível apenas mediante convite e não podia ser encontrado por outros usuários da plataforma em busca. A empresa afirma que investigou e apagou o grupo com antecedência.

A plataforma não informou, porém, quando identificou o servidor, quantos usuários faziam parte dele e quais medidas foram tomadas contra os integrantes.

O Discord afirmou que não tolera grupos ou indivíduos que promovam ou incentivem a violência e que mantém diálogo contínuo com autoridades brasileiras, incluindo o Ministério da Justiça.