Em podcast, magistrado afirmou que, para evitar o histórico de anulação de punições da Operação Lava-Jato, deverá trabalhar com “rigor técnico” 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ministro do STF André Mendonça — Foto: Victor Piemonte/STF - 18/3/2026 O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça disse em entrevista divulgada nesta sexta-feira (14) que será imparcial ao conduzir as investigações do Banco Master e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que estão sob a sua relatoria na Corte. “Meu papel é ser imparcial. Acho que esse é o meu papel e o quão mais eu me mantiver nesse eixo, eu acho que eu vou corresponder aquilo que a Constituição espera de mim, e, por decorrência, acho que a própria sociedade”, disse em entrevista ao podcast IterCast, do Instituto Iter, fundado por ele. Leia mais O magistrado ainda afirmou que, para evitar o histórico de anulação de punições da Operação Lava-Jato, deverá trabalhar com “seriedade” e “rigor técnico”, além de “um grau de contenção em boa medida”, para não politizar o caso. “Temos que ter um grau de contenção em boa medida, no sentido de não politizarmos isso, até porque a corrupção, o dinheiro não tem cor partidária, nem ideologia partidária. Ele alcança as pessoas independentemente de uma vertente política ou de outra”, afirmou. Esta foi a primeira entrevista de Mendonça desde que se tornou ministro do Supremo, em 2021, ao ser indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. A entrevista foi gravada em 27 de julho, antes de o ministro autorizar que a Polícia Federal (PF) investigue o empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT), conhecido como Lulinha. Ele é suspeito de tráfico de influência no caso das fraudes nos descontos associativos de aposentados e pensionistas do INSS. Mendonça também autorizou a abertura de um inquérito para investigar repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, para a produção do filme “Dark Horse”, uma cinebiografia sobre Bolsonaro. A transferência dos recursos foi tratada em conversas entre Vorcaro e o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na entrevista, Mendonça ainda declarou apoio à proposta de elaboração de um código de ética no STF, que ele disse considerar uma “sinalização importante à sociedade”. O ministro disse que não tem restrições quanto aos temas que possam estar presentes no código e que espera que o presidente da Corte, Edson Fachin, tenha “êxito nessa empreitada”. “Eu não tenho restrição alguma a matéria alguma do que possa constar num código de ética. Então, qualquer tipo de limitação de atividade, eu estou à disposição para apoiar. Já disse isso ao presidente Fachin. Eu espero que ele tenha êxito nessa empreitada e ele sabe que ele conta comigo para que nós tenhamos em breve aí um código de ética no Supremo Tribunal Federal”, afirmou. O código de ética para ministros do Supremo é uma das principais propostas da gestão de Fachin na presidência da Corte. A ministra Cármen Lúcia é relatora do documento que deve ser apresentado até o final deste ano. A proposta, no entanto, enfrenta resistências por uma parte dos ministros.
Mendonça diz que será imparcial no caso Master e INSS e que corrupção não tem ideologia
Em podcast, magistrado afirmou que, para evitar o histórico de anulação de punições da Operação Lava-Jato, deverá trabalhar com “rigor técnico”








