0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ministro do STF André Mendonça e Andrei Rodrigues, Diretor-Geral da Polícia Federal — Foto: Luiz Silveira/STF e Brenno Carvalho / Agência O Globo Colegas de André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF) buscaram o ministro para tentar distensionar o clima entre ele e a Polícia Federal envolvendo as investigações dos desvios do INSS. Os movimentos ocorreram na semana passada e deram força para que Mendonça se reunisse com o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, para tentar colocar um freio de arrumação na crise. Nas conversas com Mendonça, os magistrados da corte destacam que o confronto do relator com a PF só abriria flanco para que os alvos dos processos tentassem contesta e enfraquecer as investigações. Mendonça se mostrou aberto a conversar com o ministro da Justiça e tentar pacificar o clima. O primeiro passo foi dado nesta quinta-feira (6), com uma reunião realizada entre o ministro Wellington César Lima e Silva e Mendonça. A agenda foi intermediada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias. Uma reunião entre o chefe da PF, Andrei Rodrigues, e Mendonça deve acontecer nos próximos dias. A crise chegou ao ápice depois que Mendonça determinou que a PF direcionasse ao seu gabinete todos os documentos brutos produzidos na investigação do INSS. Ele também solicitou ser informado previamente de qualquer alteração na equipe de delegados do caso. Os casos envolvem o filho do presidente Lula, Fábio Luís, investigado por suspeita de tráfico de influência. O diretor-geral Andrei Rodrigues e a cúpula da PF consideraram uma ingerência direta de Mendonça em atribuições que não seriam do ministro e pediram que a AGU questionasse a medida judicialmente. Na PF, a avaliação é que a entrega do material bruto ao gabinete do ministro fará com que a corporação e o Ministério Público percam o controle sobre quem tem acesso aos dados, quebrando a cadeia de custódia. Além disso, questionam que o ministro estaria querendo atuar como investigador.