0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente dos EUA, Donald Trump, passa pelo presidente Lula em reunião de líderes do G7 — Foto: Ludovic Marin/AFP A Câmara Americana de Comércio (Amcham) divulgou nota sobre a decisão do Brasil de começar ao processo de reciprocidade, afirmando que considera que a adoção de eventuais "contramedidas" deve ser evitada, "diante do considerável risco de elevar custos para empresas e consumidores, afetar cadeias produtivas e investimentos e levar a uma escalada comercial e política na relação com os Estados Unidos". Lei da Reciprocidade é importante, mas para não ser usada. É hora de recorrer a inteligência da diplomacia comercial brasileiraRetaliar os EUA não faz sentido do ponto de vista econômico, comercial nem eleitoral, diz Graça Lima, ex-negociador do Brasil A entidade defende que o caminho prioritário deve ser a intensificação do "diálogo de alto nível e das negociações entre os dois governos, com o objetivo de reduzir as sobretaxas atualmente em vigor, evitar novas restrições e construir um entendimento que preserve e amplie o comércio e os investimentos bilaterais". De acordo com a nota, essa posição é defendida pelo setor empresarial já que, segundo pesquisa 90,5% das empresas defenderam a intensificação do diálogo diplomático e comercial com os Estados Unidos, enquanto apenas 3,2% apontaram a adoção de medidas de reciprocidade como estratégia preferencial. " Ressalta-se que a abertura do procedimento de reciprocidade não representa, neste momento, decisão pela adoção de contramedidas pelo Brasil. O rito ordinário adotado prevê consultas diplomáticas com o governo dos Estados Unidos, análise de enquadramento e consulta pública como parte do processo prévio de avaliação. Nesse contexto, a Amcham considera fundamental que esse procedimento seja conduzido com equilíbrio, moderação e avaliação criteriosa de seus potenciais impactos, assegurando ampla participação do setor empresarial".