Governo brasileiro deu início à análise para adoção da Lei da Reciprocidade Econômica contra o país como uma forma de reação à taxa de 25% sobre exportações brasileiras anunciada pelo governo Donald Trump 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (14) que o primeiro passo do processo de reciprocidade, que o Brasil pretende adotar contra os Estados Unidos no caso do tarifaço, será ouvir empresários brasileiros e estrangeiros sobre os impactos e as preocupações relacionados a eventuais medidas. Na noite de quinta-feira (13), o governo brasileiro deu início à análise para adoção da Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos. A abertura do processo é uma reação à taxa de 25% sobre exportações brasileiras anunciada pelo governo Donald Trump, com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana, em 15 de julho. “O processo de reciprocidade, num país que é sério e que quer ouvir quem é afetado pela reciprocidade, demanda oitivas de eventuais interessados e eventuais impactados por uma medida de reciprocidade que pode vir ou não a ser adotada no futuro”, explicou o ministro. Durigan ressaltou que o governo atuará com “muita cautela e muita responsabilidade” na aplicação da Lei da Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional no ano passado, em meio ao primeiro anúncio de tarifas do governo de Trump. Ministro da Fazenda, Dario Durigan — Foto: Washington Costa/MF