Partido diz que cadastro foi iniciado em 2 de agosto e apresenta registros da abertura 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Renan Santos (Missão) e Flávio Bolsonaro (PL) — Foto: Reprodução; Cristiano Mariz O Missão acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira e entregou à Corte o endereço de IP usado para iniciar a filiação irregular de Flávio Bolsonaro ao partido, numa tentativa de identificar o responsável pelo cadastro. A legenda também apresentou registros que mostram que e-mails enviados ao endereço oficial do mandato do senador foram abertos e tiveram links acessados nos dias que antecederam a efetivação da mudança partidária. O partido pediu ao TSE que sejam obtidos junto aos provedores dados sobre a origem e a titularidade do IP, além das contas vinculadas ao endereço e dos registros de conexão no período. O caso foi distribuído ao ministro Floriano de Azevedo Marques. Segundo o Missão, o cadastro em nome de Flávio foi iniciado em 2 de agosto, às 9h05. A legenda afirma que quem realizou o procedimento informou dados falsos, entre eles um CPF fictício, enquanto o e-mail utilizado foi o endereço oficial do mandato do senador no Senado. A documentação entregue pelo partido inclui ainda registros das mensagens enviadas para esse endereço depois do início do cadastro. O Missão afirma que os dados mostram a entrega e a abertura dos e-mails, além de cliques em links enviados nas mensagens. Segundo a legenda, as comunicações foram feitas ao longo dos dez dias entre o pedido inicial e o processamento da filiação pela Justiça Eleitoral. — Entramos com uma representação no TSE sobre o absurdo que foi essa manipulação que tentaram fazer no nosso sistema com a filiação do Flávio. Todas as informações que já disponibilizamos à imprensa serão disponibilizadas ao tribunal para a devida apuração — afirmou o presidente do Missão e candidato à Presidência, Renan Santos. Renan também questionou a versão apresentada por Flávio de que as mensagens teriam sido confundidas com spam. — Ele foi notificado por e-mail. O Gmail oficial foi aberto, houve clique em botões, inclusive relacionados à filiação. Depois ele disse que achava que era spam. Tudo isso precisa ser esclarecido — afirmou. Missão diz que tentou impedir filiação O partido afirma ainda que tentou impedir que o cadastro produzisse efeitos depois de identificar uma divergência entre o CPF informado e aquele associado ao título eleitoral de Flávio. Segundo os registros entregues ao TSE, o Missão tentou reverter o registro encaminhado ao sistema Filia em 12 de agosto, às 9h11, mas recebeu uma mensagem de erro, indicando que o usuário não tinha permissão para acessar o recurso. No dia seguinte, a filiação de Flávio ao partido apareceu como “Regular”. A legenda diz ainda que havia aberto chamados em março e julho para relatar problemas semelhantes no Filia e sustenta que a divergência nos dados cadastrais deveria ter impedido o processamento da filiação. A defesa de Flávio apresentou ao TSE uma certidão emitida às 23h17 de 12 de agosto que ainda mostrava o senador como filiado regular e exclusivamente ao PL. Na manhã seguinte, ele já aparecia como desfiliado da legenda e vinculado ao Missão. O presidente do TSE, Nunes Marques, determinou na quinta-feira o restabelecimento da filiação de Flávio ao PL e considerou haver elementos indicando que a alteração ocorreu sem manifestação de vontade do senador. A decisão permitiu que o candidato registrasse sua chapa à Presidência ainda no mesmo dia. Nunes Marques também determinou a preservação dos logs e registros de acesso ao Filia e a abertura de investigação para identificar a autoria e as circunstâncias da alteração.
Missão entrega ao TSE dados usados na filiação irregular de Flávio para identificar responsável
Partido diz que cadastro foi iniciado em 2 de agosto e apresenta registros da abertura













