Renan Santos durante ato de lançamento da candidatura à Presidência, em SP — Foto: Reprodução Nesta sexta-feira (14), Renan Santos enviou a representação ao TSE. No documento, o Missão afirma que considera ter sido vítima de fraude, porque a filiação de Flávio teria sido realizada sem autorização ou confirmação do partido. Na representação, o partido compartilha com o TSE o endereço de IP usado para filiar Flávio Bolsonaro ao partido e anexou registros que apontam a abertura de e-mails encaminhados ao endereço oficial do mandato do senador e o acesso a links dessas mensagens antes da efetivação da troca partidária. A defesa também apresentou documentos que mostram que e-mails enviados à conta oficial do mandato do senador foram visualizados e tiveram links acessados nos dias que antecederam a filiação à nova legenda. De acordo com a legenda, dados falsos e divergentes foram inseridos no sistema de filiação partidária e, posteriormente, validados pelo sistema do TSE. Na representação, a legenda reconhece que houve uma falha em seu sistema de filiação, mas afirma que não houve conduta dolosa (com intenção) por parte de seus membros ou dirigentes autorizados a processar filiações junto à Justiça Eleitoral. O Missão alega que é um partido é recém-criado, e que está em fase de desenvolvimento e de aprimoramento do seu funcionamento e dos seus processos internos. "Como forma de facilitar a operação no recebimento e consequente cadastro dos filiados, o partido automatizou o seu próprio sistema de filiação, o que aparentemente pode ter facilitado a prática do crime consistente no lançamento fraudulento da filiação de Flávio Bolsonaro", diz o documento. Com isso, falhas nos mecanismos de controle teriam permitido que "criminosos se aproveitassem" de eventuais falhas. No entanto, negou que se trate de uma tentativa de prejudicar o candidato adversário nas urnas. "A maior prova de que não houve dolo ou má-fé por parte do representante e de seus dirigentes consiste justamente nos alertas enviados para o e-mail real do interessado. Segundo o partido, quem pretende prejudicar o adversário não o avisaria sobre a alteração", diz o texto. Ainda na quinta-feira (13), o Missão compartilhou com jornalistas um documento feito pela área de tecnologia do partido. Nele, informou os dados que foram usados pela pessoa, ainda desconhecida, que filiou Flávio ao Missão. Consta o endereço do candidato como "Rua Dos Bandidos, n° 666, Bairro Miliciano, Rio de Janeiro/RJ". Boletim de ocorrência O Missão também afirma no documento que, assim que soube do ocorrido, adotou medidas para apurar a alteração e comunicou os fatos à Corte eleitoral. Além disso, registrou um boletim de ocorrência junto à Polícia Federal. No documento, também alega que o setor técnico do partido conseguiu recuperar os dados utilizados no cadastro da filiação de Flávio. Segundo a representação, o CPF e o endereço registrados no sistema foram adulterados. Sistemas foram suspensos O TSE afirmou que identificou tentativas de alteração de partido de outros candidatos à Presidencia, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas a troca não chegou a ser efetivada. Com isso, suspendeu nesta quinta-feira (13) o processamento de novas filiações partidárias no Sistema de Filiação Partidária (FILIA) após identificar tentativas de alteração nos registros partidários. 🗓️O prazo para que os candidatos às eleições gerais de outubro se filiassem ao partido pelo qual vão concorrer ao pleito terminou em 4 de abril. A exigência é uma das condições de elegibilidade previstas na legislação eleitoral e se aplica tanto para cargos majoritários, como presidente e senador, quanto para proporcionais, como deputados e vereadores.
Missão reconhece falhas no sistema e pede investigação sobre filiação de Flávio Bolsonaro ao partido | G1
Nesta quinta (13), Flávio Bolsonaro (PL) não conseguia registrar candidatura após aparecer filiado ao partido Missão. TSE afirmou que registro foi feito por alguém que possuía as credenciais da própria legenda para realizar filiações.












