Defesa do candidato do PL vê fraude e cobra investigação policial; TSE também ordenou apuração 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Renan Santos, pré-candidato do Missão à Presidência da República — Foto: Reprodução/Partido Missão O candidato do Missão à residência da República, Renan Santos, afirmou que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido foi feita através do e-mail oficial do Senador. Ele apresentou um relatório técnico elaborado pelo Missão com registros e indícios que comprovariam a origem do cadastro partidário irregular. Santos afirmou que quando um pedido de filiação ao seu partido é feito é gerado automaticamente um link de confirmação. Este link é então encaminhado ao e-mail de quem solicitou e somente quem tem acesso com login e senha poderia prosseguir com as etapas seguintes da filiação. “A partir desse acesso de confirmação temos como comprovar que a filiação fraudulenta do Flávio aconteceu através do meio oficial dele”, afirmou Renan Santos em coletiva de imprensa realizada durante um evento de tecnologia do qual participou, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira. Flavio Bolsonaro não conseguiu registrar sua candidatura à Presidência da República após aparecer filiado ao partido Missão no sistema da Justiça Eleitoral. Posteriormente, o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, determinou a refiliação de Flavio ao PL. Segundo o tribunal, o cadastro de filiação do senador ao Missão foi feita por um representante do próprio partido, e não por um hackeamento do sistema. A advogada Maria Claudia Bucchianeri, que integra a defesa do senador, afirmou que a filiação ocorreu às 23h17 de ontem. De acordo com o documento, a regularidade da filiação é feita com base em um lançamento feito "sob responsabilidade do partido político no sistema FILIA". Segundo Renan Santos, até a efetivação do registro no sistema do TSE, um total de oito e-mails teriam sido enviados ao endereço oficial de Flávio. No relatório elaborado pelo Missão, dados e registros apontam que pelo menos quatro destas mensagens foram efetivamente abertas por quem acessava o e-mail do candidato do PL. Apesar de ressalvar que pode ter sido um caso de hackeamento, Renan Santos acusou Flávio de fazer uso político para se autopromover. “A chance de dele estar usando essa filiação fraudulenta para promover seu ato de campanha é grande. Ou então, não sei, para abafar algo como a declaração de bens dele, quando ele vai ter que explicar sua evolução patrimonial”, disse. O candidato à Presidência Renan Santos desafiou ainda Flávio a participar de uma acareação pública para esclarecer o caso. Flávio ainda não se manifestou sobre as declarações do candidato do Missão. O TSE encaminhou o caso para a Procuradoria-Geral Eleitoral e enviou o pedido de investigação da defesa do senador à Polícia Federal (PF) e para a Polícia Judiciária da corte eleitoral.