"Me filiaram ilegalmente a um outro partido", disse o candidato do PL. "Houve mais outra mentira dizendo que eu próprio teria tentado me filiar. Mentira, obviamente. Chegou no meu gabinete alguns e-mails automáticos desse partido. Como ninguém conhece, acaba que a assessoria vê aquilo e acha que é spam", afirmou. Print do partido Missão mostra e-mails enviado ao gabinete do senador e candidato Flávio Bolsonaro — Foto: Divulgação Durante a live, o candidato do PL falou sobre um e-mail específico que lhe solicitava a finalização de um PIX para completar a filiação. "Um dos spams que eu recebi no meu e-mail do Senado é reclamando que não recebeu meu pagamento em 10 dias. São centenas de e-mails por dia. Além de fraudarem minha filiação, ainda estavam cobrando", disse. O candidato também declarou que ficou sabendo de uma tentativa de filiação sua ao PT. "Tentaram me filiar ao PT. Aí eu me senti ofendido. Eu não faço parte dessa organização criminosa de jeito nenhum", disse. O Missão informou em nota que "foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro". O partido diz que tentou no mesmo dia cancelar a filiação de Flávio, mas a ação foi rejeitada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 'Só sabem jogar sujo', diz Flávio Bolsonaro sobre filiação ao Missão O prazo para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral termina às 19h de sábado (15). Ainda nesta quinta-feira, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou o restabelecimento da filiação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Partido Liberal. O ministro também decidiu que deve ser excluído do histórico partidário o vínculo com o Partido Missão. O presidente do TSE também pediu a preservação "dos registros de log e e de acesso" ao sistema de filiação partidária e o envio à Polícia Federal (PF) do processo e dos documentos para instauração de investigação para apurar a "autoria, das circunstâncias e do contexto" da filiação. Certidão de filiação partidária mostra Flávio Bolsonaro filiado ao PL — Foto: Reprodução/TSE O que disseram o TSE e o partido Leia a nota do TSE na íntegra: "O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credencias da legenda para efetivar filiações. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, enviou uma representação à Procuradoria Geral Eleitoral para providências e determinou instauração de inquérito por parte da Polícia Judiciária. O Partido Liberal protocolou pedido de desfiliação do Missão, que já está sob análise". Leia a íntegra da nota do Missão: "O Partido Missão vem a público informar que foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro. Nosso sistema, ao notar a fraude, tentou realizar no mesmo dia o cancelamento da filiação, ação que foi rejeitada pelo TSE. O gabinete de Flávio foi informado dessa tentativa de filiação desde o dia 2 deste mês. Consta em nosso sistema que os e-mails enviados foram abertos, mas não foram respondidos. A Missão já está adotando todas as providências cabíveis junto à Polícia Federal e ao TSE, a fim de que os responsáveis pelo crime e pela fraude sejam identificados e exemplarmente punidos. Um relatório com todos os logs, e-mails e IPs será disponibilizado para a imprensa e autoridades. Ressaltamos, ainda, que não é do interesse do partido acolher em seus quadros um parlamentar que, para além do desalinhamento ideológico, figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção. O Partido Missão reafirma que não compactua com filiações de natureza fraudulenta e repudia veementemente episódios dessa natureza. Colocamo-nos à disposição das autoridades competentes para a completa apuração dos fatos."
Flávio Bolsonaro diz que e-mails do Missão foram vistos como spam | G1
Flávio Bolsonaro teve o registro de candidatura à Presidência travado após filiação ao Missão, mas o TSE restabeleceu seu vínculo ao PL e acionou a PF.














