Por volta das 15h30 desta quinta, o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do tribunal, ordenou o cancelamento da filiação ao Missão e restabelecimento do vínculo de Flávio Bolsonaro com o PL para o registro de sua candidatura à Presidência. "Vocês viram aí que tentaram fraudar a minha filiação partidária. O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir", afirmou Flávio Bolsonaro em um vídeo. "Tenho uma má notícia para vocês que só sabem jogar sujo: não funcionou e nem vai funcionar", postou o candidato do PL em seu perfil na rede social X. Candidato a presidente pelo PL, Flávio Bolsonaro, participa remotamente de sabatina promovida por "O Antagonista" e G4 — Foto: Reprodução Segundo o TSE, o registro ocorreu por meio do uso indevido da ferramenta por alguém que possuía as credenciais do Missão para realizar filiações (leia, mais abaixo, a nota do tribunal na íntegra). O ministro Kassio Nunes Marques, presidente da Corte, encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para adoção das providências cabíveis e determinou a instauração de inquérito pela Polícia Judiciária para apurar o caso. O partido de Renan Santos, também candidato à Presidência, disse que e-mails enviados à campanha de Flávio para alertar sobre a fraude foram abertos, mas não respondidos. "Nós temos como COMPROVAR que alguém acessando o e-mail do Flávio apertou o botão de confirmação da filiação e ainda apertou o botão para acessar nosso app de militância", disse o candidato em publicação no X. Print do partido Missão mostra e-mails enviado ao gabinete do senador e candidato Flávio Bolsonaro — Foto: Divulgação Mais cedo, a defesa de Flávio Bolsonaro afirmou que identificou uma alteração na filiação partidária do senador ao reunir documentos para o registro da candidatura. Íntegra da nota do TSE sobre a filiação de Flávio Bolsonaro "O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, enviou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral para providências e determinou instauração de inquérito por parte da Polícia Judiciária. O Partido Liberal protocolou pedido de desfiliação do Missão, que já está sob análise."